quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"PLANTANDO O BEM" MOVIMENTO DE MULHERES NA CAPITAL POTIGUAR EM APOIO A CANDIDATURA DE JOSÉ SERRA

Mulheres fazem movimento Pró Serra em Natal

Um grupo de mulheres, coordenado por Valéria Cavalcanti, Dione Caldas e Iris Machado, que organizaram manifestações voluntárias de apoio à governadora eleita Rosalba Ciarlini, durante o primeiro turno das eleições de 2010, as “Amigas da Rosa”, estão organizando também um movimento de apoio ao candidato José Serra na cidade.

O “Plantando o Bem”, como foi nomeada a iniciativa, tem como objetivo multiplicar mensagens de apoio ao candidato em Natal, e nesta quarta-feira (20) convida a todos que queiram se engajar nessa luta para uma reunião, às 19h, no ateliê Dorian Gray.

"Vamos reunir amigas e mulheres em geral, militantes dos partidos PSDB, Democratas, PPS, e quem mais quiser ser voluntários e se engajar nessa campanha para mostrar as propostas de José Serra para ser o nosso presidente do Brasil, pois acreditamos que ele é o melhor", destacou Valéria Cavalcanti, esposa de Dr. Pedro Cavalcanti, médico otorrinolaringologista e ex-secretário de saúde do RN.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

JORNALISTAS SENDO ASSASSINADOS NO BRASIL PODEM SINALIZAR DIVIDENDOS DA CORRUPÇÃO


 Jornalista é assassinado em Ibitinga/SP com tiro na perna

O jornalista Wanderley dos Reis, 42 anos, morreu na noite de sábado (16) em Ibitinga/SP após levar um tiro na perna que atingiu a artéria.

Ele chegou a ser levado para o hospital, mas sangrou muito e não resistiu.

Segundo depoimento de dois amigos de Wanderley que estavam com ele, três homens, um deles armado, entraram na casa dele, o agrediram, deram o disparo e foram embora.

Um dos amigos estava no banho e disse não ter ouvido nada. O outro acompanhou tudo, mas não foi agredido.

A polícia investiga o caso. Wanderley era dono e responsável por matérias do "Jornal Popular", que circula na cidade. O delegado que atendeu o caso não descarta crime por motivação política, mas investiga outros motivos para o crime.

JORNALISTA É ASSASSINADO EM CAICÓ


Jornalista F. Gomes sofre atentado e é assassinado em Caicó/RN

O radialista Francisco Gomes de Medeiros, conhecido como F. Gomes, foi vítima de um atentado na noite desta segunda-feira (18), em Caicó. Ele foi alvejado por vários tiros, na porta de casa, e morreu no hospital.

Jornalaista F Gomes
O radialista estava na calçada de casa com o filho quando foi surpreendido e alvejado no abdòmen por disparos de arma de fogo por dois indivíduos que estavam numa moto e que evadiram-se do local rapidamente. F Gomes chegou a ser atendido no hospital local, mas não resistiu aos ferimentos.

Francisco Gomes de Medeiros, ou simplesmente F. Gomes, era um dos mais antigos repórteres policial do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos ele recebeu muitas ameaças devido sua atuação como repórter policial com um programa local na Rádio Caicó das 11 às 14:00h além de titular do site fgomes.com.br -  com atuação dinâmica na área jornalística: imprensa e rádio.  

GOVERNADOR IBERÊ EMPENHADO EM ELUCIDAR O ASSASSINATO DO JORNALISTA F GOMES


Elucidar assassinato do Jornalista F. Gomes é uma questão de honra para o Governador Iberê

O governador Iberê Ferreira de Souza disponibilizou todos os meios para que a Secretaria de Segurança e a Polícia elucidem o crime. Iberê afirmou que sua presença em Caicó junto ao comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Francisco Araújo, demonstra o empenho do Governo no caso. O governador do Estado garantiu que desde a noite da segunda-feira (18), logo após a morte de F. Gomes, vem mantendo contato o secretário estadual Segurança, Desembargador Cristovam Praxedes e que é inadmissível que crimes como esse ocorram no estado. "Elucidar o assassinato de F. Gomes é questão de honra para o Governo do Estado", lembrou também que investiu na segurança em Caicó, principalmente no combate às drogas, e que lamenta profundamente a morte do jornalista.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

BIOASFALTO EM FASE DE PESQUISAS GERA EXPECTATIVAS NO SETOR


Bioasfalto: asfalto verde substitui petróleo por óleo vegetal

Ao estudar os efeitos da adição de óleo vegetal ao asfalto comum, um engenheiro norte-americano pode ter descoberto um asfalto verde, um possível substituto para o asfalto à base de petróleo.

O professor Christopher Williams, da Universidade do Estado de Iowa, estava testando composições capazes de aguentar melhor as intensas variações de temperatura a que os asfaltos estão sujeitos, sobretudo no Hemisfério Norte, com nevascas severas onde não nevava há anos, e verões que batem recordes de temperatura ano após ano.

Mas o resultado foi muito melhor do que o esperado - o asfalto não apenas assimila uma parcela maior de bio-óleo do que o esperado, como também sua qualidade aumenta muito, em condições de rodagem e em durabilidade.

Bioasfalto
Nasceu então o bioasfalto, cujos primeiros testes começaram a ser feitos neste mês. Os ganhos começaram a ser verificados já na aplicação, uma vez que o bioasfalto pode ser aplicado a uma temperatura menor do que o asfalto tradicional de petróleo.

Como esses primeiros testes serão focados na durabilidade e na resistência às variações de temperatura, os pesquisadores escolheram uma ciclovia na própria universidade como laboratório.

O monitoramento sobre o bioasfalto será feito durante um ano, para cobrir todas as estações.

O professor Williams afirma que o bioasfalto permite que a mistura à base de petróleo seja substituída parcialmente por óleos derivados da biomassa de diversas plantas e árvores.

Pirólise rápida
O bio-óleo utilizado no bioasfalto é criado por um processo termoquímico chamado pirólise rápida, no qual talos de milho, resíduos de madeira ou outros tipos de biomassa são aquecidos rapidamente em um ambiente sem oxigênio.

O processo produz um óleo vegetal líquido que pode ser usado para a fabricação de combustíveis, produtos químicos e asfalto.

O processo gera ainda um produto sólido chamado biocarvão - um carvão vegetal - que pode ser usado para enriquecer os solos e para remover gases de efeito estufa da atmosfera.

CORRUPTOCILINA UM ANTIBIÓTICO SEM GENÉRICO NO BRASIL

"Corruptocilina

Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro*

A corruptocilina é um potente antibiótico que combate eficazmente corruptos e corruptores, por ação corrupticida, ou seja, eliminação dos corruptos e ação corruptoestática, interrompendo sua proliferação.

Os corruptos e corruptores causadores de doenças sociais tais como pobreza endêmica, subnutrição, mortalidade infantil, exclusão social, violência, acidentes rodoviários, vicio de drogas, e tantas outras, são eficazmente combatidos por esse antibiótico de última geração.

Sua ação corrupticida se dá pela repulsa do consciente coletivo agindo sobre o organismo dos agentes causadores das doenças sociais, produzindo neles debilidade orgânica, tornando-os suscetíveis de enfermidades que são naturalmente evitadas por pessoas socialmente sadias.

A ação corruptoestática se dá evitando, através do voto, que corruptos e corruptores invadam o sistema gerencial do Governo, impedindo sua ação deletéria sobre a organização da sociedade".

(*)Professor, sanitarista, empresário e escritor.

MENTES EMBOLSADAS NÃO CRIAM JURISPRUDÊNCIA ACUMULANADO ASSIM PROCESSOS DE CORRUPÇÃO


"O terrível castigo dos corruptos.
Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro*

É irrelevante o fato de o sistema judiciário ser ineficaz para evitar, e punir, crimes de corrupção, pois a verdadeira punição decorre da força inexorável do pensamento coletivo.

Hoje a ciência já reconhece a importância da força mental no controle e cura de muitas doenças. Ainda que seja mais difícil estabelecer uma relação de causa e efeito no caso de doenças de pessoas com comportamento socialmente reprovado, é evidente que a força positiva pode também ser punitiva.

Essa força punitiva não é gerada pelo consciente da pessoa prejudicada, ela é inconsciente e independe da vontade de punir. Assim sendo, os corruptos geram um sentimento negativo que vai agir sobre seus organismos ocasionando doenças e impossibilitando a cura.

Não há necessidade de um processo de punição formal, pois todos que foram prejudicados por atos de corrupção geram esse sentimento punitivo inconsciente, que tem seu destino definido pelo sentimento coletivo de repulsa.

O corrupto, identificado pela repulsa, é punido por todos que foram prejudicados por seu ato de apropriação indevida de recursos que seriam destinados à combater doenças, evitar acidentes por deficiências de infra estrutura, a permitir melhor ensino e educação a, em resumo, propiciar a todos um nível de vida satisfatório.

A sabedoria popular já reconhece que aqui se paga o que aqui se faz, e as religiões consagram a punição inevitável que atinge a dimensão espiritual das pessoas, chame-se isso do nome que se queira chamar".

 (*) Professor, Sanitarista, Empresário e Escritor.

domingo, 17 de outubro de 2010

FESTA DO REENCONTRO EM JOÃO CÂMARA REVITALIZA A SAGA DOS BAIXA-VERDENSES


Baixa-verdenses realizam Festa do Reencontro em João Câmara

Os baixa-verdenses que moram fora das origens poderão compartilhar no próximo dia 24, (domingo) da “Festa do Reencontro”. Esse ano as comemorações serão realizadas em João Câmara. A confraternização começa a partir do meio dia em almoço no clube de bancários da AABB, ocasião onde os patrícios em reunião comemoram o centenário de fundação do município de João Câmara, relembrando grandes momentos pelos acordes da Banda Anos 60.

Origens de Baixa Verde
Dados pesquisados sobre a história da região

Situada a 75 quilômetros de Natal, em plena região do Mato Grande, a cidade de João Câmara, hoje com população aproximada de 31 mil habitantes, era no início do século passado um local onde só havia mata e bichos.
Antiga Estação de Trem
Valho-me das luzes dos historiadores Luís da Câmara Cascudo (História de um Homem), Paulo Pereira dos Santos (Baixa-Verde: retalhos de sua história) e Paulo Alexandre da Silva (Baixa-Verde - Ontem, Hoje e Amanhã), do memorialista conterrâneo e desembargador João Maria Furtado (Vertentes) e dos relatos que me foram trazidos pelos meus antepassados, para fazer chegar aos ilustres leitores deste Jornal de Hoje como surgiu o aglomerado humano que deu origem à cidade de Baixa-Verde, hoje João Câmara.

Situada a 75 quilômetros de Natal, em plena região do Mato Grande, a cidade de João Câmara, hoje com população aproximada de 21 mil habitantes, era no início do século passado um local onde só havia mata e bichos. O povoado mais próximo, Assunção, distava três quilômetros ao norte. Na direção oeste, a uns dez quilômetros, ficava a comunidade do Amarelão dos Mendonças, composta por descendentes de índios tupis e negros. O resto, numa área de várias léguas, era só mata virgem, com raras fazendas de gado e plantações de algodão, a quilômetros umas das outras.

Em Assunção havia uma rua e um comércio florescente, realizando-se feira-livre aos sábados, Ali moravam Alfredo Edeltrudes de Souza, Ismael Maurício da Silveira. Joaquim Câmara e João Batista Furtado que exploravam o comércio e a agricultura. Joaquim Câmara possuía uma “bolandeira” que descaroçava algodão e remetia para os centros mais desenvolvidos. Tudo fazia crer que, em poucos anos, aquela comunidade seria um núcleo populacional respeitável ou, quem sabe, uma nova cidade.

O destino de Assunção tomou novo rumo quando a rede ferroviária que adentrava ao sertão, partindo de Natal, desconsiderando a importância social e econômica do núcleo populacional existente, resolveu passar seus trilhos a uma distância de três quilômetros ao sul, num lugar conhecido apenas como Matas. Ninguém sabe ao certo o porquê de tal decisão.

Os trilhos chegaram a Matas em 12 de outubro de 1910 e a estação foi instalada provisoriamente em um vagão de trem. À frente do empreendimento o engenheiro Antônio Proença, que, apreciando o local, resolveu ali estabelecer-se. Tratou de construir casa e plantar algodão, fixando-se na terra em caráter permanente. A estrada de ferro, que estava sendo construída pela firma Proença & Gouveia, num regime de arrendamento por sessenta anos, seguiu seu curso na direção de Lajes, mas Antônio Proença, um dos sócios do empreendimento, ficou administrando os serviços a partir do local que havia escolhido como ponto de apoio.

Aos poucos o lugar foi sendo povoado. Cossacos, pequenos comerciantes e agricultores foram se instalando nas imediações da estação ferroviária. Uma nova povoação estava surgindo. Antônio Proença foi o grande incentivador da formação urbanística da cidade que estava surgindo: traçou as linhas das primeiras ruas, construiu a capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, cavou cacimbas e ergueu as primeiras casas.

O desenvolvimento do lugar chamou a atenção de quantos procuravam oportunidades de ganhos. Assunção foi aos poucos se esvaziando. Seus maiores comerciantes foram abandonando o lugar e se deslocando para a nova povoação ou para outras localidades. João Batista Furtado (pai de João Maria Furtado, avô de Roberto Furtado) e Ismael Maurício da Silveira estabeleceram-se logo no novo povoado. Joaquim Câmara deixou também Assunção, mas preferiu ir para Cauassu, uma pequena comunidade situada a doze quilômetros a oeste, que não possuía mais que três ou quatro casas, onde só tinha a alternativa de explorar a agro-pecuária. Comércio ali era impossível, pois não havia gente para comprar. Alfredo Edeltrudes, também em busca de melhores dias, arrendou um engenho em Ceará-Mirim e depois comprou uma propriedade chamada Quintas, em Natal, que veio a tornar-se bairro com o mesmo nome e para lá mudou-se. Já como Prefeito, encontrei Assunção, sessenta anos depois, como uma povoação fantasma, onde só havia, salvo umas poucas casas simples, alicerces de construções antigas e um velho cemitério abandonado, com as grossas paredes de pedras em ruínas, coberto de mato.

Um dos filhos de Joaquim Câmara, Câmara Filho, sentindo a impossibilidade de fazer vida em Cauassu, preferiu partir para o centro-oeste do país, fixando-se em Goiânia, onde chegou a ser secretário de estado. Logo depois, seguindo os passos do irmão, para lá se deslocaram Rebouças e Jaime Câmara, que foi Prefeito de Goiânia e deputado federal pelo estado de Goiás. Os irmãos Câmara construíram em Goiás um invejável complexo de comunicação, formado por emissoras de rádio, televisão, jornais e gráficas que se estenderam por todo o estado, inclusive à parte norte, atualmente estado do Tocantins, chegando ao Distrito Federal.. Dentre os veículos de maior envergadura, destacam-se os jornais O Popular, de Goiânia, e o Jornal de Brasília, além da TV Anhanguera, afiliada à rede globo.

Enquanto isso, de outras regiões do estado, pessoas ávidas por melhores oportunidades de ganhos deslocavam-se para Baixa-Verde. Atraiam-nas a localização estratégica do lugar, porta de entrada da região denominada de Mato Grande, com milhares de hectares de terras devolutas, porém de boa qualidade, próprias para o plantio de qualquer lavoura, mormente o algodão, chamado de “ouro branco”, tal o seu valor e importância no contexto econômico da época. Sendo terras devolutas, e por isso mesmo tidas como sem dono, qualquer pessoa poderia demarcar a sua área, cercar quantos hectares achasse que poderia cuidar. O horizonte era o limite. Foi para esse novo eldorado que foram homens como Fernando Gomes Pedrosa e João Severiano da Câmara.

Fernando Pedrosa (pai do ex-governador Sílvio Pedrosa), instalou-se na região logo após a chegada dos trilhos da rede ferroviária, plantando algodão num lugar denominado “ barriguda” (que tinha de fato uma grande árvore com esse nome à margem da estrada, criminosamente derrubada há uns vinte anos por ocasião do asfaltamento da estrada João Câmara/Caiçara do Norte).

João Severiano da Câmara chegou em 06 de junho de 1914, tendo ao seu lado o irmão Jerônimo, conhecido como Loló. Alexandre, outro irmão, veio depois. Os três, depois de anos a fio explorando a agricultura e o comércio, fundaram a firma João Câmara e Irmãos. Câmara Cascudo nos dá conta da existência de dois pequenos comerciantes: José Antunes de França, cuja vendinha ficava perto da Igrejinha e Luiz Cordeiro, conhecido como “Luiz Rei de França”, que negociava na esquina da futura pracinha.

No dizer de Câmara Cascudo, “a Estrada de Ferro ocupava duas grandes turmas de trabalhadores, uma na Melancia e outra batendo o malho nas pedreiras do Torreão. Pagos, vinham derramar o saldo em Baixa-Verde, bebendo até a náusea, comprando tudo e brigando por cousa nenhuma. Não havia policiamento, nem defesa. A povoação não tinha ruas, apenas os alinhamentos riscados pela mão grossa do Dr. Proença”.

Como já tive a oportunidade de mencionar anteriormente, os habitantes de Assunção chamavam o lugar onde a estrada de ferro se instalara simplesmente de Matas, porém os novos habitantes preferiram denominá-lo de Baixa-Verde, por situar-se em uma região de baixo relevo e solo arenoso, coberto por uma gramínea sempre verde, mesmo nas épocas de secas mais intensas. Coube ao Dr. Antônio Proença oficializar o nome Baixa-Verde apondo-o na fachada da Estação Ferroviária que construíra. Na chamada “graminha”, até os vinte e cinco anos, joguei “peladas” inesquecíveis.

Com o passar dos anos, ironicamente, Assunção passou a ser chamada pelos habitantes da nova povoação de “Baixa-Verde Velha”, denominação que não se consolidou, mas que persistiu no falar cotidiano até uns trinta anos atrás.

Pouco depois da chegada da estrada de ferro, chegaram a Baixa-Verde, entre os anos de 1915 e 1920, meu avô, Pedro Torquato, vindo da região conhecida como beira-do-rio e Antônio Justino de Souza, entre tantos outros desbravadores. Foi também por aquele tempo que nasceu no lugar um menino a quem os pais deram o nome de Gumercindo Saraiva, que se fez músico, comerciante e folclorista, há alguns anos falecido em Natal, onde ainda moram sua esposa e seus filhos. Gumercindo foi amigo de infância de meu pai, Abdon Torquato. Devemos a esta saga de homens acostumados ao trabalho duro, que se iniciava com os primeiros raios de sol e só terminava ao escurecer, arrancando mato com a força dos seus braços, esfolando as mãos, queimando a pele, dormindo muitas vezes no meio do roçado em cabanas improvisadas cobertas de capim e galhos de árvores, a construção dos alicerces daquela que seria a capital da região do mato grande, elevada à condição de cidade, sede do município do mesmo nome, pela Lei nº 697, de 29 de outubro de 1928, promulgada pelo então governador Juvenal Lamartine de Faria. Seu território foi constituído inicialmente por partes de terras desmembradas dos municípios de Taipu, Touros e Lages, e estendia-se até os mares do norte, açambarcando os povoados de Parazinho, Pedra Grande, São Bento do Norte, Caiçara e Galinhos.

Fonte: Notícia veiculada em Blogs e Informações
extraídas do livro Baixa-Verde: Fatos, Causos e Coisas
do escritor Aldo Torquato - João Câmra / RN

A "ONDA VERMELHA" EM RUAS VAZIAS NA CAPITAL POTIGUAR VIROU MAROLA

Desfile de políticos em época inoportuna o povo assimila e tem boa memória

O Povo de Natal e São Gonçalo do Amarante saturado com as carreatas deixa as ruas vazias para os políticos desfilar

A dita "Onda Vermelha" de Dilma 13 Presidente percorreu as ruas de Natal e São Gonçalo do Amarante neste sábado (16). Com largada às 16h30 da área de lazer do conjunto Panatis, na zona Norte. Alguns veículos (necessariamente com tanques cheios – pela duração do percurso de 3 horas) percorreram diversos bairros das duas cidades tentando animar a militância petista e dos partidos aliados. Pelas fotos divulgadas pela imprensa o povo não deu muita atenção. Os comentários de rua são unânimes: as pessoas estão saturadas de tantas passeatas e apelação nesta eleição de 2010.

Políticos desfilam em carro aberto - Fotos: dilmanorn
Políticos se expõem demonstrando além da militância, paixões explícitas e inoportunas, o povo assimila também com naturalidade. Em carro aberto feito palanque em fobia pelos desfiles, os eleitos e derrotados com sorrisos defasados se abraçam, acenos assimétricos caracterizados como elixir sazonal. Na onda vermelha -  estavam a deputada federal Fátima Bezerra (PT), do deputado estadual Fernando Mineiro (PT), da deputada estadual Márcia Maia (PSB), do prefeito de São Gonçalo do Amarante Jaime Calado (PR), do vereador natalense George Câmara (PCdoB) e do presidente estadual do PT, Eraldo Paiva.

O desfile terminou em frente à Igreja Matriz de são Gonçalo do Amarante após exausta maratona pelas ruas das duas cidades. O que se viu no desfile retratam alguns flashes nos jornais e Blogs. A chegada parece não ter sido muito acolhedora, pelo menos, as fotos não foram enviadas para os veículos de comunicação.

sábado, 16 de outubro de 2010

VOTE CONSCIENTE - LEIA O LIVRO "O CHEFE" DE IVO PATARRA


Ex-petista escreve livro contra partido e era Lula; leia trecho de "O Chefe"

O ex-petista Ivo Patarra, 47, compilou, organizou e editou todo o material produzido sobre o PT durante os 13 meses do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção governamental de que se tem notícia no Brasil.

Livro revela detalhes do mensalão,
o escândalo que abalou o governo
 Com o resultado desse trabalho de pesquisa, escreveu "O Chefe", livro que traz os inquéritos, relatórios, sindicâncias, investigações e reportagens da época. O título é uma produção independente.

Os documentos contidos no volume sintetizam as investigações realizadas pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, pelas Comissões Parlamentares de Inquérito e outras fontes, como as apurações da imprensa brasileira.

Nascido em São Paulo, Patarra é jornalista e foi assessor de comunicação social da ex-prefeita, e também ex-petista, Luiza Erundina, durante a gestão 1989-1992. Trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, "Folha da Tarde", "Diário Popular" e "Jornal da Tarde". Leia um trecho.

Capítulo 1

"O governo Lula é o mais corrupto de nossa história"

Qual a justificativa para o presidente da República nomear como ministro e integrante de seu primeiro escalão de auxiliares o homem que publicara, num dos jornais mais importantes do País, que ele, o presidente, era o chefe do governo "mais corrupto de nossa história"?

Pois Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, nomeou o filósofo Roberto Mangabeira Unger no primeiro semestre de seu segundo mandato, em 2007, ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, especialmente constituída para abrigá-lo. E não adiantou nem o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) inviabilizá-la tempos depois, durante uma rebelião para obter mais cargos no governo e proteção para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o então presidente do Senado, acusado de corrupção. Apesar de o PMDB derrotar a Medida Provisória que criara o posto para Roberto Mangabeira Unger, Lula deu um jeito na situação, nomeando-o novamente, desta vez como ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos. A posição do detrator estava garantida.

"Pôr fim ao governo Lula" é o título do artigo de Roberto Mangabeira Unger publicado na Folha de S.Paulo em 15 de novembro de 2005, no sugestivo dia da Proclamação da República. O ano de 2005 havia sido marcado pela eclosão do escândalo do mensalão. Este é o parágrafo de abertura do artigo:

"Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos."

O que poderia ter levado o presidente da República a nomear como ministro o autor dessas acusações? E Roberto Mangabeira Unger não estava brincado, a julgar pela defesa que fez do impeachment de Lula. Ao denunciar "a gravidade dos crimes de responsabilidade" supostamente cometidos pelo presidente, o então futuro ministro afirmou em seu artigo que Lula "comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos".

Alguém poderia argumentar que a nomeação de Roberto Mangabeira Unger seria um mal necessário. Coisa da política. E tentar explicá-la pela importância do filósofo, um professor da prestigiada Universidade de Harvard, das mais importantes dos Estados Unidos, por quase 40 anos. O Brasil, portanto, não poderia prescindir da experiência e do prestígio de Roberto Mangabeira Unger, que teria muito a contribuir com o País.

Será mesmo? A cerimônia de posse do filósofo não demonstrou isso. Poucos ministros, cadeiras vazias, menos de uma hora de solenidade. E mesmo antes da criticada viagem de Roberto Mangabeira Unger à Amazônia, em 2008, na qual defendeu o desvio de águas da região para abastecer o Nordeste, sem considerar que centenas de milhares de amazonenses ainda não dispunham de água encanada, o ministro já era considerado, em âmbito do governo, "café-com-leite". Ou seja, não lhe era atribuída importância, nem de seu trabalho haveria algo para se aproveitar.

Outro trecho do artigo de Roberto Mangabeira Unger: "Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados".

Talvez, então, a razão para a nomeação de Roberto Mangabeira Unger tenha sido de ordem político-partidária. Ou seja, o filósofo traria para o governo a base social representada por seu partido, ampliando o número de legendas que davam sustentação à administração Lula no Congresso. Como vimos, no entanto, Roberto Mangabeira Unger passou a maior parte da vida nos Estados Unidos, o que o forte sotaque não deixava desmentir. Não possuía qualquer base social, nem traria consigo qualquer força orgânica da sociedade.

Quanto a seu partido, o minúsculo PRB (Partido Republicano Brasileiro) tinha menos de 8 mil filiados quando Roberto Mangabeira Unger se tornou ministro e era um dos menores partidos políticos do País. Não agregava praticamente nada à base aliada de Lula. Por apoio político-partidário não faria sentido nomear Roberto Mangabeira Unger. Afinal, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, possuía apenas três deputados federais, um senador e o vice-presidente da República, José Alencar (MG), que saíra do PL (Partido Liberal) em decorrência do escândalo do mensalão e foi o grande incentivador da nomeação do filósofo.

Em outro trecho do famoso artigo, Roberto Mangabeira Unger afirmou que "Lula fraudou a vontade dos brasileiros", ameaçava a democracia "com o veneno do cinismo" e tinha um projeto de governo que "impôs mediocridade". E mais: "Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou".

Para fazer a vontade de seu vice José Alencar, um homem leal e doente, Lula só precisaria ter dito que gostaria muito de nomear alguém indicado por ele, mas não poderia ser o homem que o acusara de chefiar o governo mais corrupto da história. Poderia ser qualquer um, menos aquele que conclamara o Congresso a derrubá-lo da Presidência da República, por corrupção. Por que Lula nomeou Roberto Mangabeira Unger, autor de acusação tão séria? Nas páginas deste livro, o leitor será convidado a encontrar a resposta.

"O Chefe"
Autor: Ivo Patarra
Páginas: 460
Quanto: R$ 49,90
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090