quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SANTANA DO MATOS INICIA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NA ÁREA RURAL

Coordenadores Lázaro e Lima conferem dados registrados pelo geomensor Waldson - medições de propriedades na comunidade de Residência

REGULARIZAÇÃO
Santana do Matos terá um novo perfil
"Programa realiza cadastro e titulação dos imóveis rurais" 


Sem despesa para os proprietários, o Programa de Medição de Terras e Regularização Fundiária no Brasil chegou ao município de Santana do Matos e já começa a beneficiar proprietários de imóveis rurais. O programa do Governo Federal garante aos pequenos proprietários segurança jurídica e titularidade de seu imóvel. Esse trabalho é realizado pela Secretaria de Reordenamento Agrário/Ministério do Desenvolvimento Agrário (SRA/MDA) em parceria com órgãos estaduais afins.

Com esse trabalho um novo perfil do campo em Santana do Matos começa a ser delineado. O cenário começa a ser construído pelo processo de cadastramento e titulação de imóveis rurais. A ausência de informações públicas e de um cadastro consistente que impediam o Estado de conhecer a sua realidade fundiária começa a ser substituído por ações que buscam a constituição de um sistema de informação da malha fundiária em nosso país.

Operadores registram cadastros, medições e coordenadas no CPD da Tec Agri

O trabalho consiste no levantamento dos imóveis e no georreferenciamento, com aparelhos de última geração utilizados no Sistema de Posicionamento Global, mais conhecido como GPS, para conhecer, com precisão, a localização e os limites das propriedades rurais. As informações revelam a situação fundiária dos municípios pesquisados, tornando-se um importante instrumento para a elaboração, proposição e o planejamento de políticas públicas em diversos níveis e modalidades.

O sistema é transparente e eficaz, oferecendo o acesso a todos os dados e informações sobre as propriedades rurais existentes no Brasil, sua realidade produtiva e sua área real. De 2003 a 2009, já foram cadastrados e geo-referenciados (medidos para fins de titulação) mais de 13 mil imóveis rurais em 23 municípios, com investimentos na ordem de mais de R$ 2 milhões.

Medições devem ser agendadas na Empresa Tec Agr
A Empresa Tec Agri faz as medições em Santana do Matos
Em Santana do Matos desde o final do ano passado a Empresa Tec Agri – Engenharia e Agrimensura LTDA com escritório instalado na rua Juca do Camará, 23, com uma equipe de coordenadores, geomensores e técnicos faz o serviço de cadastramento e medições das terras com regularização fundiária dos imóveis rurais do município quando agendado antecipadamente.


 Benefícios:
O cadastro georreferenciado de imóveis rurais é um instrumento de planejamento estratégico indispensável para a implementação de políticas públicas, beneficiando não só os gestores públicos, mas sobretudo o produtor rural. Além de evitar a grilagem de terras e a violência no campo, oferece vantagem imediata para os agricultores familiares: a valorização da terra. Além disso, o crédito rural e a assistência técnica ficam garantidos, pois sem o título de domínio de posse da terra ficaria mais difícil para os agricultores acessar a essas e a outras políticas públicas.

Para o Produtor Rural:
- Segurança jurídica do seu bem;
- Garantia de transmissão do imóvel nos casos de sucessão;
- Acesso às políticas públicas, em especial o crédito e a assistência técnica;
- Valorização do imóvel.

Para a Gestão Pública:
- Conhecimento da estrutura fundiária existente no meio rural, sem nenhum custo para os municípios, facilitando a elaboração do seu Projeto de Desenvolvimento;
- Acesso à base de dados do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), por meio do módulo Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR), incluindo a malha fundiária;
- Acesso aos dados cadastrais relativos à atividade econômica desenvolvida em cada imóvel rural;
- Possibilidade de combinar a estrutura fundiária com imagens de satélite, visando o monitoramento do espaço geográfico.

PISO SALARIAL "NACIONAL" PARA PROFESSORES


O STF e o piso nacional

O dia 17 de dezembro de 2010 marcou um triste aniversário: há mais de dois anos, era realizada a sessão que suspendeu a eficácia de dois artigos da Lei 11.738/2008, a Lei do Piso, que versam sobre o vencimento básico e a problemática da limitação da jornada em sala de aula em 2/3 da carga horária total. O descaso dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com a matéria abre brechas para que prefeitos e governadores não cumpram a lei.

Para Janeayre Souto, diretora de Organização do SINTE, “A farra é generalizada. Os gestores sequer se responsabilizam em comprovar se podem ou não pagar o piso salarial, uma vez que comprovada a impossibilidade de pagar o piso, a lei prevê a complementação da União”.

Por consequência da não implantação da lei 11.738/2008 e em função dos baixos salários, os(as) professores(as), em parcela significativa, se submetem a várias e extensas jornadas de trabalho na relação direta com os alunos, acarretando imensos prejuízos ao processo de aprendizagem dos alunos e também à sua própria saúde. “Além disso, há uma verdadeira festa com os recursos, garantidos, destinados à Educação. São verdadeiras aberrações que incluem o pagamento de funcionários de outras pastas com este dinheiro. Claro, os maiores prejudicados são os(as) professores(as)”, destaca.

Uma outra preocupação é com a reestruturação dos planos de carreira ou a sua implantação. Com o fim do prazo de 31 de dezembro de 2009 e já tendo o Conselho Nacional de Educação emanado as Diretrizes dos Planos de Carreira, os gestores impõem empecilhos na garantia deste direito, negando a política de valorização profissional que reza o artigo 206 da Constituição Federal. “Por isso, precisamos lutar, pressionar os ministros do Supremo, para que coloquem em pauta de votação esta Ação e devolvam aos profissionais a sua dignidade e, à sociedade, condições de crescimento e evolução social pautadas pela justiça”, desabafa a sindicalista.

Essa sem dúvida será é uma das maiores bandeiras que os trabalhadores em educação levantarão neste ano de 2011.

O Piso é Lei, Quem não cumpre com o Piso é Fora da Lei!
F:Sinte

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

CONVITE MISSA DE 7º DIA - ALCIDES SOARES DA SILVA



ACLECIVAM SOARES EM CARTA ABERTA AO PAI ALCIDES

Aclecivam recebe o abraço do pai Alcides por ocasião da formatura do curso de Markting

O jornalista Aclecivan Soares, editor do Jornal Central, posta em seu site aclecivam.com.br  um texto tipo carta aberta alusiva ao seu pai Alcides Soares da Silva, falecido recentemente. O conteúdo de expressivos momentos emocionais, relembram valores da infância, adolescência e a insubstituível imagem paterna.  

O jornalista consternado e comovido, mesmo assim, emocionam seus leitores durante a leitura. Mensagens, telefonemas e fluidos positivos estão sendo encaminhados ao amigo Aclecivam e com certeza a perda será amenizada pela corrente com bons sentimentos de seus milhares de leitores em todo o Rio Grande do Norte.

CARTA/ARTIGO DE ACLECIVAM SOARES:

Papai, qualquer dia eu volto a te encontrar!  

Casa de taipa. Levantar cedo, tirar lenha, campinar, bater corrente, plantar, limpar de enxada, tirar mancambira, cortar, dar de comer ao gado, tirar o leite, apanhar algodão e arrancar tôco, também conhecido por brocar. Carregar um galão de água do barreiro que ficava do outro lado da BR-304 para encher o pote. O coador era um pano branco, feito de saco de açúcar por mamãe para não passar os martelos.

Lembro-me de tudo isso papai. Daquela nossa casinha de taipa no Sítio Espinheirinho de onde o senhor nos deixou, vindo para Mossoró para trabalhar na Esam, na vacaria, tirar leite e alimentar as vacas, coisa que o senhor aprendeu e gostava de fazer.

Na casinha, ficou mamãe (Cícera Áurea), meu irmão (Aribanaldo) e eu para realizar aquela sua mesma missão, tirar mancambira, alimentar o gado, tirar leite, trazer as ovelhas para o curral…
Quase um ano depois, nos mudamos para uma casa no Alto de São Manoel, de Cinete, esposa do meu tio Luiz, de onde todos os dias cedinho o senhor saia em sua bicicleta até a vacaria da Esam.

Eu e meu irmão passamos a estudar na escola Padre Dehon, vinha da Escola Isolada Sítio Espinheiro, onde tinha como professora Lurdinha, esposa do meu tio João Braz. Ela que se dedicou para ensinar e educar muita gente no Espinheiro e comunidades adjacentes.

Na escola Padre Dehon foi onde aprendi a ler, depois de uma vergonha que passei, quando na lousa (era papai, aquele tempo era lousa), a professora colocou a palavra urubu e um colega ao lado querendo me ajudar disse que a palavra era algo que voava, e eu disse que era avião, o que provocou riso de todos na classe.
Só que neste mesmo ano, na segunda série, papai, eu aprendi a ler, diferente do senhor e de vários irmãos que não tiveram oportunidade de estudar.

Do Alto de São Manoel nos mudamos para o bairro Costa e Silva, onde com seu esforço comprou uma casa, vizinho a Manoel Galdinho que trabalhava com o senhor. Eu e meu irmão continuávamos estudando no Padre Dehon e via a pé por uma estrada carroçável, ao lado do Rio Mossoró, onde existiam muitas olarias e numa destas aprendi a bater tijolo.

Lá, papai, no Costa e Silva, foi onde a nossa família aumentou, nascendo Alex Fabiano onde vi dar seus primeiros passos. Foi lá que comecei a ir para a Esam com o senhor, na garupa de sua bicicleta e bem depois numa moto, conquista de seu suor.

Sua nova conquista foi comprar uma residência no conjunto Liberdade I, para onde nos transferimos. Sua vida era sempre a mesma, ou seja, de casa para Esam e vice-versa.
Neste bairro, eu fui estudar na escola no Padre Sátiro e depois aqui mesmo vizinho no José Martins de Vasconcelos, onde conclui meus estudos.

O senhor, papai, continuava sua luta na vacaria da Esam, mas já buscando melhorar ainda de vida, e com sua curiosidade e louco por animais, ajudava aos veterinários da época, que eu me lembro, doutor Emanoel e Paulo Cisneiro.

Pouco tempo depois o senhor era auxiliar de veterinário. Ganhou uma legião de amigos. Que até confesso, meu querido velho, é de causar inveja. Os alunos do curso de veterinária e agronomia, dois cursos mais procurados antigamente, acredito papai, são gratos até hoje ao senhor, assim como muitos que hoje estão cursando e outros que se formaram recentemente.

Sabe de uma coisa papai? O senhor foi homenageado por várias e várias turmas concluintes, isso é sinal que o senhor conquistou esses alunos com seu jeito bom e sua paciência de ajudar. Agora, mesmo sabendo das homenagens, que foram várias, este teu jeito, que é idêntico ao meu, se o senhor tiver ido participar de duas foi muito, pois sei que este seu jeito, de homem do campo, que dorme cedo para acordar cedinho, não gostava de sair à noite.

E sabe da melhor? O senhor foi homenageado por mais uma turma concluinte na última sexta-feira, 4, um dia a pós o senhor voltar de férias. O senhor sabe disse, tenho certeza, mas não foi lá na homenagem. Eu sei por que não foi. Era seu jeito, era envergonhado.

O senhor não quis esperar a homenagem do sábado, 5, onde uma turma do curso de veterinária lhe rendeu, mais uma turma, meu velho, homenagens e na ocasião o senhor não se fazia presente. Sendo que desta vez, os alunos tiveram que ficar parados, em silêncio, pois o senhor não estava mais com vida. Por que, papai?
Não papai, não irei te questionar, pois nunca fiz isso, assim como o senhor não me fazia. Aliás, me questionou algumas vezes, se eu estava sendo ameaçado, depois de ficar sabendo por um grande amigo seu, seu primo Freitas, que o senhor o chamava de Nogueira, da Polícia Rodoviária Federal, com quem o senhor durante alguns anos criou gado, pois não aguentava ficar distante do cheiro de um curral.

E lembro papai, que o senhor dizia: ande certo, faça as coisas corretas, se quiser algo consiga com honestidade, procure evitar essas ameaças. Eu lhe dizia: infelizmente as ameaças são devido à profissão que escolhi papai, que agrada a uns e desagrada a uma quantidade bem maior, que é ser jornalista, mas que estando certo não temo em dizer a verdade.

Ah, papai, quero lhe dizer que o senhor também tem um grande amigo, que eu não sabia que é o médico veterinário Barreto. Ele ficou sempre perto de você, já pela madrugada do domingo, 6, ele nos contava das suas brincadeiras, do seu jeito, que muitos dizem, as “cachorradas” que fazia, são as mesmas que faço.

Como disse papai, herdei muitas coisas do senhor. Vou até dizer que mesmo sentindo uma dor enorme, não sei se maior do que a que te levou a preferir nos deixar, brinquei com dois irmãos seus: tio Antônio e Mundinho e até disse: se ele estivesse aqui e não ali, eu tenho certeza que ele já tinha ‘cutucando’ um de vocês e olhava sério como se nada tivesse feito. Pois papai era assim.

Sim papai, quero dizer mais uma coisa, que nem sei se vai ficar com raiva de mim, mas senti que o senhor não era apenas um auxiliar de veterinário, era um verdadeiro professor, o mestre de vários e vários alunos da hoje Ufersa. Digo-lhe isso papai, porque, assim como o senhor (olhe mais uma coincidência, papai) eu sou muito de ouvir e não de falar, ouvi muitos alunos da Ufersa lhe fazendo elogios, inclusive que hoje estavam formados e só tinha a te agradecer por aquela formatura. É tanto, que de três pessoas homenageadas duas delas iam ser escolhidas, já o teu nome era certeza.

Nunca procurei saber, mas tenho a mais absoluta certeza papai, que o senhor não tinha inimigos. Funcionários, ex-funcionários, alunos, ex-alunos, professores da Ufersa, não encontro um que diga que o senhor era sequer feio. O que ouvi, e isso não é nada demais a não ser um tratamento carinhoso, foi Barreto e vários amigos deles, e acredito serem também do senhor, lhe chamar de Véi, até mesmo para lhe conquistar a fazer aquela saborosa buchada para eles degustarem.

É meu querido, meu velho, eu aqui fico lembrando os seus copos de café (quando retornava do seu terreno onde criava umas vacas, porque o senhor é daqueles que saiu do sítio, mas o sítio nunca saiu do senhor, tanto que seu programa de rádio preferido era o de J. Nilson, na rádio Difusora), onde dava alguns goles e derramava o restante e logo em seguida colocava mais café e tomava mais alguns goles e jogava o restante novamente. Sem falar que sentávamos na calçada e nada falávamos, como se uma barreira existisse entre nós. Mais eu sei perfeitamente o que era isso, pois assim também sou. O senhor não gostava de “se abrir”, de contar seus problemas, e eu, mais uma vez sou o espelho que reflete essas tuas coisas. Ora, eu lembro que o senhor se quer me deu um abraço na minha formatura.

Por falar nisso, lembro que assim que comecei a cursar Direito, todo santo dia o senhor me perguntava: – e aí, está perto de terminar? Papai, porque o senhor não me esperou? Mas fique tranquilo e tenha certeza que este seu sonho não desceu junto na sepultura, muito pelo contrário, minhas energias e força de vontade foram renovadas e eu vou fazê-lo bater palmas, onde o senhor estiver, pois logo estarei sendo um bacharel em Direito, e a Deus querer, um advogado.

E não se preocupe papai, porque seus ensinamentos estão guardados, e eu sempre te disse que para conseguir meus objetivos, não iria passar por cima de ninguém e que irei procurar como sempre procurei, ser correto. Fazer mais uma vez papai, o espelho refletir.

Fique com Deus, descanse em paz, por aqui, vou caminhar, trilhar, ao lado de mamãe, irmãos, meus filhos e esposa. Não precisa se preocupar com nada, sua missão foi cumprida aqui na terra, nós só não queríamos ter te perdido desta forma, entender, assim como aceitar será difícil, mas vamos seguindo em frente, a nossa história, contada aqui lá no início, é de família simples, humilde, de gente que gosta de trabalhar e isso nós vamos continuar honrando, em seu nome, pois seu trabalho foi perfeito, e mesmo depois da sua morte, ele vai permanecer.

Agora papai, permita-me concluir, tenho muito ainda o que falar, mas o senhor precisa descansar. Em seu nome, de um homem simples, trabalhador, honesto, justo e bom, permita-me, também, pedir a toda sua família e amigos, principalmente aos que o senhor conquistou na Ufersa durante vários anos (sim, o senhor ia se aposentar agora dia 17 de fevereiro), para que reze por você e por nós, que aqui vamos enfrentar uma vida sem um amigo, que foi e sempre será que era você, seu Alcides Soares da Silva.

Como na Canção da América, de Milton Nascimento - Papai, qualquer dia, amigo, eu volto, a te encontrar.
Beijos papai, de todos nós, familiares e amigos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

VIATURAS DA POLÍCIA CIVIL SÃO AMONTOADAS EM PÁTIOS SEM MANUTENÇÃO

Segundo a polícia, maioria dos carros não vale a pena consertar - Foto: Junior Santos

"Polícia Civil tem 70 viaturas quebradas e amontoadas

O cidadão sabe, ou ao menos sente na pele, a importância de uma viatura dentro da estrutura das polícias. Os policiais também. Mas é difícil, para ambos, explicar as 70 viaturas da Polícia Civil do RN estacionadas no pátio do Setor de Transporte, na rua Sachet, bairro da Ribeira, todas quebradas.
Segundo a polícia, maioria dos carros não vale a pena consertar. Devido à quantidade, boa parte desses carros repousa há anos em um terreno baldio em frente à oficina. Alguns estão, aos poucos, sendo encobertos pelo mato ou lixo doméstico. Estão, de fato, em meio às centenas de sacolas de lixo. São carros em sua maioria dos anos de 2003/2004. Uma parte deles poderia estar atendendo à população, hoje, bastando para isso a substituição de uma simples peça.

Os veículos são de delegacias especializadas, ou distritais localizadas na capital e interior do Estado. Alguns deles impressiona pelo aparente estado de conservação. Nos parabrisas de alguns há a descrição do problema — como freio quebrado, ou pane elétrica.

Uma viatura da delegacia Especializada em Homicídios (Dehom), um GM Meriva de placas MZB-5959, está ao relento, ladeado por sacolas de lixo. O problema? “pane elétrica”, diz a observação escrita no parabrisa. Essas viaturas, segundo apurou a TRIBUNA DO NORTE foram substituídas por 80 carros alugados à empresa Locavel.

A antiga viatura da Polícia Civil, do município de Bodó, está há meses no terreno baldio na rua Sachet. Na delegacia há um carro, mas da Polícia Militar. A maioria dos veículos quebrados são GM Meriva.

A Polícia Civil tem cerca de 400 viaturas distribuídas em todo o Estado. Dessas, aproximadamente 100 são locadas. Procurado pela reportagem, o chefe do Setor de Oficina da Polícia Civil, Ranulfo Alves, limitou-se a dizer que 80% desses carros necessitam de reparos que acaba não compensando à polícia mandar repará-los. A oficina tem um custo de pouco mais de R$ 2 milhões por ano, com peças e mão-de-obra. Dinheiro que é pago o serviço terceirizado.

“Uma coisa que não se faz mais hoje em dia é retirar peça de um carro para consertar o outro. A vida útil média dessas viaturas é de dois anos. Tem carro aí que precisa de um serviço simples e uma peça, mas sem a liberação do orçamento não há o que fazer”, afirmou Ranulfo Alves.

Procurado para falar sobre o assunto, o chefe geral da Polícia Civil, delegado Ronaldo Gomes, disse através da assessoria de imprensa que a situação só poderá ser resolvida após a liberação do orçamento. Mas assegurou que nenhuma delegacia está sem viatura.

A reportagem também apurou a existência de uma dívida no valor aproximado de R$ 2 milhões governo com a Locavel referente apenas às viaturas da Polícia Civil correspondente a quatro meses de atraso.

A empresa foi procurada através de um dos seus representantes em Natal, que disse não ter autorização para falar sobre o assunto e indicou procurarmos a administração central, com a qual não conseguimos falar no final da tarde de ontem".
Fonte: TN

GOVERNADORA REUNE SECRETARIADO

Secretariado reunido na governadoria

Governadora se reúne pela primeira vez com secretariado

"A situação não está fácil. Estamos todos no mesmo barco e precisamos saber conduzir bem a embarcação para que ela não afunde. Sei que a maior responsabilidade é minha, mas também sei que posso contar com a garra e a competência de cada um de vocês", disse a governadora Rosalba Ciarlini, ao abrir a primeira reunião com todos os secretários e gestores da administração indireta do Estado, no Auditório da Governadoria na manhã desta sexta-feira.

A reunião está acontecendo com o objetivo de apresentar a Dotação Orçamentária para 2011. Com a abertura do exercício, os gestores podem iniciar licitações e contratações, desde que sigam as recomendações restritivas, ainda em vigor, por decreto governamental.

A governadora explicou que o orçamento deste ano será aberto, mas alertou: "não vamos nos iludir, achando que isso significa que a partir de agora vamos ter dinheiro para realizar tudo que pretendemos". Rosalba pediu para que cada titular analisasse bem onde pode diminuir os gastos em suas pastas. "Precisamos ter o ‘pé no chão' e consciência do momento que estamos vivendo. Cada um vai eleger suas prioridades, aquilo que é de fundamental importância. Vamos priorizar os investimentos. Se forem pagas as dívidas contraídas na gestão passada, o orçamento estará todo comprometido. Mas nós não vamos paralisar o Estado. O momento é de reconstrução e de avanço", enfatizou.

Rosalba Ciarlini cobrou dos secretários que fossem apresentadas todas as ações e obras realizadas em cada pasta. "Não gosto de ficar presa em meu gabinete. Muitas vezes irei aos seus gabinetes para os nossos despachos administrativos. Vamos superar todos os problemas e cumprir nossos compromissos de campanha, pois os senhores e senhoras ao serem convocados para o secretariado são co-participantes desta promessa", disse a governadora, que pretende anunciar nos próximos dias as ações e obras que já estão sendo destravadas pela atual gestão com o pagamento de contrapartidas ou outras iniciativas administrativo e financeiras.
Fonte: AssCom

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PROJETO RONDON INTERAÇÃO CULTURAL ENTRE SANTANA DO MATOS/RN E MEDIANEIRA/PR

Rondonistas do Paraná e do Rio Grande do Sul em Santana do Matos acompanhados pelo professor Assis Braga visitam a caverna da serra dos Bassos, situada nas proximidades da comunidade de Tapuia.  O local  se destaca pelo espaço interno e a magnífica vista panorâmica  das encostas. No seu interior encontram-se vestígios de pinturas rupestres, já considerado o mais visitado sítio arqueológico dos 84 já catalogados no município.
Fotos: Acervo fotográfico cultural - Assis Braga

Paranaense pai de rondonista comenta receptividade do povo santanense

O advogado Ignis Cardoso dos Santos atuante em Medianeira/PR postou comentário neste Blog no texto: “Projeto Rondon – Paranaenses em Santana do Matos – Paradoxo socio-econômico-cultural de um país continental” publicado dia 22 de Janeiro. Dr Ignis relembrando a infância em Apiaí/SP, fez referência as suas imagens vivas adquiridas quando criança e que agora faz analogias pelos valores consolidados do bom relacionamento e dedicação dos rondonistas e a população daquela cidade quando recebia estudantes do Projeto Rondon.
Marcelo e mais tres colegas rondonistas no interior da caverna da serra dos Bassos. No fundo a estreita passagem de acesso a abóbada em pedra proporciona momentos de deslumbramento pela formação erosiva do grandioso espaço por milhares de anos. Proporciona ao visitante solidez e perpetuidade, ao mesmo tempo impressiona pela formação natural em traços côncavos. As abóbadas de pedra também eram visíveis nos edifícios civis do mundo romano e já haviam sido experimentadas nos religiosos, no bizantino, especialmente sob a forma de cúpulas, talvez pelo pasmo ante os formatos naturais dos espaços físicos.

O Dr Ignis é pai de Marcelo Souza Cardoso rondonista que se encontra em Santana do Matos participando do Projeto. O cidadão Ignis em sua mensagem parabenizando o povo santanense pela receptividade aos rondonistas, confirma assim, uma de nossas características: cidade hospitaleira. - Além da beleza rústica entre a chapada da serra, encostas e várzeas permanecem outros valores fortificados pela religiosidade, espontaneidade, inspirando traços poéticos pela silhueta da serra grande que ameniza o horizonte de poucas nuvens na maioria dos dias quentes do ano. Nossa mensagem de agradecimento ao pai Ignis, aqui faremos o possível para que boas lembranças marquem as vidas desses jovens para que possam no futuro como cidadãos e cidadãs retransmitirem outras mensagens otimistas, de solidariedade e fraternidade entre os povos, tal expressivo quando foi o Dr Ignis Cardoso dos Santos em seu comentário.

MEMÓRIA VIVA DE UM RONDONISTA


Memória viva de um rondonista
Categoria: Artigopor Dutra Assunção

Fiz o projeto Rondon em 1979 em Belém do Pará. Oriundo da zona rural de Santana do Matos tive a oportunidade de avaliar, comparar e dissertar uma das mais importantes experiências que tive na minha formação cultural. Realidade contextualizada por milhares de mãos de universitários em todo o país. Na época o Projeto proporcionava aos voluntários universitários o choque direto entre teoria e prática, anseios e dificuldades a serem enfrentadas por futuros profissionais.

Criado em julho de 1967, durante o governo militar, o Projeto tinha como objetivo promover o contato de estudantes universitários voluntários com o interior do país, através da realização de atividades assistenciais em comunidades carentes e isoladas. Entre 1967 e 1989, quando foi extinto, o projeto motivou mais de 350 mil estudantes de todas as regiões do País.

Foram valiosas experiências vivenciadas por nós, os estudantes da época. Naquele momento, foram depositados e creditados àquela geração, conceitos de nacionalidade e responsabilidade, oportunizando a expressão e análise de cada um, pelo próprio punho, sem indicações, direção ou influências sobre os potenciais do país, quase pronto para decolar. Certamente essa liberdade de pensamento aflorou aspirações políticas, o que canalizou posicionamentos e a formação de novas gerações, determinadas e conscientes das mudanças alcançadas.

Por pressão da União Nacional dos Estudantes (UNE), o projeto Rondon foi reativado pelo governo federal em 2005 com uma nova roupagem, reformulado como um programa de governo. Agora os estudantes são quase programados, motivados a pesquisar assuntos predefinidos. Evidentemente o programa alcança objetivos importantes, localizados, não isentando a observação e opiniões pessoais dos jovens universitários quanto aos outros segmentos carentes e preteridos pelo atual sistema, como também conceitos pessoais de política são enriquecidos com concepções atuais politizadas.

Naquela década, precisamente quando fiz o projeto, ferviam e afloravam aspirações políticas, girando em ciclo por necessárias mudanças, e nesses momentos, sempre chegam as respostas do sistema. A democracia retomada, hoje padece pela mancha permanente da corrupção oficializada. Mesmo assim, a nação está esperançosa de novos pensamentos sintetizados pelas análises dos conceitos universitários e de todo o povo rondonista. Outras respostas virão com o tempo, e assim, permanecem as opções mutáveis e definidas por todos os cidadãos brasileiros.

Santana do Matos, orgulhosa da divulgação e projeção que tomou nos seus últimos três anos, recebe com carinho os professores e universitários rondonistas. Que sintam eles a desigualdade, as dificuldades e diferenças de um país continental, que marquem em suas vidas como futuros profissionais, as histórias, conhecimentos adquiridos e façam citações como analogias para futuros ensinamentos. Lembrança viva e permanente, assim como fiz no conteúdo redigido na área social sobre a população carente de Belém do Pará em 1979, assim como lembram muitos brasileiros, as histórias, as experiências vividas como rondonistas. Rondonistas, esses agora multiplicados pelos modernos meios de comunicação, dando assim, mais eficiência no processo Ensino X Aprndizagem.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

DEPUTADOS FEDERAIS PROCESSADOS POR CRIMES RESPONDEM INDAGAÇÕES AO G1


Saiba o que disseram os deputados que são processados por crimes


Levantamento do G1 leva em conta ações penais em 61 tribunais.
Acusações mais recorrentes estão relacionadas à administração pública.

Levantamento realizado pelo G1 apontou que ao menos 59 dos 513 deputados federais que tomam posse nesta terça-feira (1º) são processados por crimes. Todos foram procurados pela reportagem, que reproduz abaixo as respostas obtidas com cada parlamentar.

Veja abaixo quais são os deputados, os crimes e a defesa apresentada:

DEPUTADO  -  AÇÃO  -  RESPOSTA

Abelardo Camarinha (PSB-SP)
Ação penal 417 no STF – crime ambiental
Ação penal 441 no STF – crime de responsabilidade e por crime da lei de licitações
Ação penal 478 no STF – crime de imprensa e contra a honra
Ação penal 541 no STF – crime contra a honra
O deputado disse: “isso é um acúmulo de 14 anos comoprefeito de Marília, onde os adversários tentaram de todas as maneiras me agredir, me processar e muitos deles usaram o Ministério Público. Tenho mais de 30 anos de vida pública, sem nenhuma condenação e isso faz parte do 'kit prefeito'. Se a madre Teresa de Calcutá for prefeita de Duque de Caxias, ela vai sair com 8 ações e 11 inquéritos, motivados por adversários”.

Veja relação clicando embaixo em Mais informações:

SENADOR AGRIPINO TOMA POSSE PARA EXERCER SEU QUARTO MANDATO COMO SENADOR DA REPÚBLICA

Agripino Maia em seu quarto mandato no Senado Federal: Coerência, equilíbrio e liderança - atributos aferidos pelo povo potiguar

Agripino garante manter oposição responsável

No dia em que tomou posse para seu quarto mandato como senador da República, o líder do DEM José Agripino (RN) disse que continuará exercendo seu papel de oposição responsável e fiscalizadora. “Continuarei a defender a moralidade e, acima de tudo, o espírito público de votar aquilo que é do interesse do país e do cidadão”, enfatizou.

O parlamentar garantiu manter posicionamentos firmes, mas com equilíbrio e visão de futuro, principalmente no que diz respeito aos interesses do Rio Grande do Norte. “Serei determinado na busca dos objetivos do meu estado, atuando sempre com o padrão ético adotado ao longo na minha vida pública. É no Congresso onde se produzem as leis que regem o país. É aqui que cuidamos dos Estados e eu vou estar o tempo todo cuidando do meu RN e votando a favor do meu país, com equilíbrio e visão de futuro”, concluiu.

José Agripino foi eleito pelo Rio Grande do Norte com 32% dos votos válidos. O parlamentar fez parte da aliança “Força da União”, que elegeu a governadora do RN, Rosalba Ciarlini, e o senador – agora ministro da Previdência Social - , Garibaldi Alves (RN).

Dos 81 parlamentares que compõem o Senado, 54 tomaram posse na manhã desta terça-feira (1°). Desses 54 senadores, 17 se reelegeram, cinco já foram senadores e 32 estreiam na Casa. A bancada do DEM no Senado será composta pelos senadores Demóstenes Torres (GO), Jayme Campos (MT), José Agripino (RN), Kátia Abreu (TO) e Maria do Carmo Alves (SE).

Fonte: AssCom
Rominna Jácome