segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
TV SANTANA COBRE CONFRATERNIZAÇÃO DE ESCOLA NA ZONA RURAL
Cada criança recebia sua lembrancinha e anunciava o próximo - "Seu amigo Secreto"
A escola municipal da comunidade de Residência “Ten
J. D. Torres” em Santana do Matos encerrou nesta sexta-feira, 07 de
Dezembro seu ano letivo de 2012 com uma festa de confraternização natalina. A
professora Leliane Carvalho fez abertura do evento agradecendo a presença de
todos, teceu alguns comentários sobre a rotina, atividades e dificuldades da
escola e justificou a ausência de duas mães por motivos superiores. Em seguida
facultou a palavra a todos, onde o convidado Dutra Assunção fez algumas colocações:
parabenizou a professora e as mães pela pré-disposição de estarem reunidas, que
era fundamental interagir professores e pais, lembrou a importância do lar e a
educação dos pais como sendo a base de todo o processo, tendo a escola como
motivação, desenvolvimento e complemento. Citou ainda a necessidade de união
entre as famílias da comunidade, fortalecendo-se entre si, buscando sempre â
ajuda mútua, participando e fazendo reflexões dos novos conceitos que serão
aplicados nas novas gestões municipais participativas. Fez uma comparação, até
certo ponto sentimental e positiva ao referir-se a escola daquela comunidade de
60 anos atrás, onde estudou dos 7 aos 14 anos e a escola de hoje, onde existe
cinco computadores que acessam a Internet, através do apoio da VelozNet e do
Blog redacaocajarana.blogspot
Escola Municipal Ten J. D. Torres
Programação da Confraternização
Apresentação de alunos em grupos e individualmente declamando poesias, destacando-se um grupo que sinalizavam com uma placa de isopor o nome de um componente da família a ser homenageado (Avó, mãe, pai), em seguida recitavam em verso a referência. Os alunos apresentaram seus amigos secretos, fazendo entrega e recebimento dos presentes, exercitando como a mais eficiente das metodologias de socialização que é falar em público, desinibindo, criando situações de domínio, criatividade, responsabilidade e determinação.
Profª. Leliane entrega Cesta a uma mãe sorteadaApresentação de alunos em grupos e individualmente declamando poesias, destacando-se um grupo que sinalizavam com uma placa de isopor o nome de um componente da família a ser homenageado (Avó, mãe, pai), em seguida recitavam em verso a referência. Os alunos apresentaram seus amigos secretos, fazendo entrega e recebimento dos presentes, exercitando como a mais eficiente das metodologias de socialização que é falar em público, desinibindo, criando situações de domínio, criatividade, responsabilidade e determinação.
Duas cestas natalinas foram sorteadas as mães, uma
oferta de José Carlos Ferreira (Carlinho) da rede de Padarias São Miguel com
matriz em Santana do Matos. Receberam singelos presentes a professora e a ASG
Maria.
Corrida com ovo na colher
Programação na área de lazer da escola
Corrida do saco;
Corrida com o ovo na colher;
Corrida com bola (bexiga) - sentando no colo do
parceiro na chegada para estourar. No final - salgadinhos, e um delicioso bolo
e refrigerantes para todos os presentes. Aí a galera fez a Festa!
Escola de
Residência foi destaque em 2012 na Rede Municipal
No final de Setembro a aluna Virgínia Vanessa Assunção foi a terceira colocada em um concurso realizado pela escola Maria Letícia Damasceno em parceria com o centro rural de ensino Waldson Pinheiro na cidade. O concurso de redação foi na categoria carta com o tema: “Santana em cada canto, um encanto” disputado por outras escolas do município. Fato esse citado pela professora Leliane com muita satisfação, uma resposta clara da dedicação da profissional que certamente com muito empenho, supera as condições inadequadas da escola na comunidade de Residência.
No final de Setembro a aluna Virgínia Vanessa Assunção foi a terceira colocada em um concurso realizado pela escola Maria Letícia Damasceno em parceria com o centro rural de ensino Waldson Pinheiro na cidade. O concurso de redação foi na categoria carta com o tema: “Santana em cada canto, um encanto” disputado por outras escolas do município. Fato esse citado pela professora Leliane com muita satisfação, uma resposta clara da dedicação da profissional que certamente com muito empenho, supera as condições inadequadas da escola na comunidade de Residência.
UFRN, UFERSA e IFRN SAEM NA FRENTE PARA GARANTIR EXPANSÃO DO ENSINO
A UFRN, UFERSA e IFRN se comprometeram, na manhã de hoje (10), durante a
realização do seminário “Expansão da Educação Profissional Tecnológica e do
Ensino Superior no RN” em apresentar um plano integrado de expansão da educação
profissional e ensino superior que atenda as particularidades de cada
instituição e que leve em conta as potencialidades locais. Debate ocorreu no
auditório do IFRN (Cidade Alta).
“O grupo de trabalho composto pela UFRN, UFERSA, IFRN e UERN precisa agora
intensificar o trabalho para que possa sair na frente e ser o primeiro estado
brasileiro a apresentar ao MEC o plano para a próxima fase de expansão das
universidades e institutos federais”, ressaltou a deputada federal Fátima
Bezerra, propositora da audiência, que foi uma realização da Comissão de
Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, em parceria com a UFRN, IFRN,
UFERSA e UERN.O secretário de Ensino Superior do MEC, José Amaro Lins parabenizou a iniciativa da deputada Fátima em abrir o diálogo sobre esse processo de expansão. Secretário considerou o seminário como extremamente oportuno e que deve ser realizado em todo o Brasil.
Amaro Lins ficou impressionado com o grau de articulação da UFRN, IFRN, UFERSA e UERN. “É fundamental articulação das instituições para o desenvolvimento de um plano conjunto, sem duplicidade. Fiquei feliz, pois estamos muito sintonizados (MEC e instituições do RN)”, reiterou o secretário.
A reitora da UFRN, professora Ângela Paiva reforçou que o grupo vai concluir os trabalhos com a entrega do documento contendo a proposta de expansão. “Interiorizar a universidade não se fará apenas no MEC, precisa do esforço de todos para crescer com qualidade. As instituições públicas de ensino estão crescendo e não perdendo, mas elevando a qualidade. O Nordeste detém os piores índices de desenvolvimento humano, precisamos fazer uma intervenção pela educação”, disse a reitora Ângela.
O reitor do IFRN, Belchior de Oliveira ressaltou, por sua vez, que o instituto foi o que maior cresceu nos últimos anos. “O IFRN foi a instituição que teve a maior expansão nas instalações físicas e na quantidade de alunos. Para se ter noção do crescimento em 2005 tínhamos 6.784 alunos. Hoje passamos dos 24 mil alunos”, completou.
Milton Mendes, reitor da UERN, fez uma apresentação do plano de expansão da universidade e o reitor da UFERSA, José de Arimatea, ressaltou o crescimento da universidade, citou os cursos para expansão da UFERSA e solicitou também mais 40 vagas para o curso de Medicina em Mossoró.
F: AssImp
UNICEF ENTREGA SELO A MUNICÍPIOS APROVADOS NO RN
Serão certificados 46
municípios pelos avanços alcançados nas áreas da infância e adolescência
Leia mais - click em baixo - Mais informações.
domingo, 9 de dezembro de 2012
QUEREMOS ALUIZIO EM 70
ARTIGO
Walter Medeiros
Na
efervescência política dos anos sessenta, quando a disputa no Rio Grande do
Norte se dava principalmente entre os seguidores do ex-governador Aluízio Alves
e do senador Dinarte Mariz, firmava-se a preferência pela corrente democrática e
populista que garantira a eleição do Monsenhor Walfredo Gurgel para o Governo do
Estado. Havia uma sintonia que já levava às ruas uma palavra de ordem que
ganhava corpo junto ao eleitorado entusiasmado da corrente denominada de
“Bacuraus”, a qual dizia nos quatro cantos: “Queremos Aluízio em
70”.
Aquela
demonstração de desejo do retorno de Aluízio Alves ao Governo não era nada
contra o governo do Monsenhor Walfredo, mas a antecipação do que o grupo
político e seus seguidores desejavam. Ela vinha como resultado de um governo que
havia mudado o Rio Grande do Norte, estabelecendo modernas relações no âmbito da
energia elétrica, telefonia, habitação e outros setores de forma nunca antes
vista. Havia sido um grande salto para o nosso estado.
Lembro bem
do meu avô, Francisco Bezerra e minha avó, Dona Constância, caracterizados do
verde da Cruzada da Esperança e do retrato de Aluízio na oficina de arte onde
ele (meu avô) trabalhava. Do outro lado da minha casa, a minha tia, Mariêta, que
guardava orgulhosa um disco de 78 rotações com a Marcha da Esperança e outra
música, com Jackson do Pandeiro, enaltecendo Aluízio. O disco ela deixou para
mim e eu achei que ficaria melhor guardado no Memorial do
ex-governador.
Naquele
entusiasmo, ouvíamos Erivan França apresentando o programa “Falando Francamente”
na rádio Cabugi, início da noite. Não deixávamos de dar uma passada e ouvir
enraivecidademente Eugênio Netto fazer o seu programa na Rádio Nordeste, com
aquela característica que cantava “O velho tinha razão”. E a síntese daquilo era
meus parentes, entre eles Wellington Medeiros, meu irmão, radialista, já na
Rádio Cabugi, comentando o que diziam: que na fronteira da Paraiba os paraibanos
pediam que empresássemos Aluízio para mudar o estado vizinho.
Era a época
em que os livros didáticos popularizavam o poema de Drummond que anunciava:
“Tinha uma pedra no meio do caminho”. Inesperadamente, inacreditavelmente,
supreendentemente, eis que vem a notícia de que os militares haviam decidido
cassar o mandato e suspender os direitos políticos de Aluízio Alves e outros.
Não sei e jamais saberemos o que o povo diria nas urnas de 1970, mas aquele
gesto de força, arbítrio e injustiça mudou a história do Rio Grande do Norte.
Calava-se o grito ensaiado do povo, que não poderia mais dizer “Queremos Aluízio
em 70.
Por esses
dias, a Câmara dos Deputados devolveu, simbolicamente, os mandatos de 173
deputados federais cassados ao longo de quatro legislaturas entre 1964 e 1977,
durante o regime militar (1964-1985). O presidente da Câmara, Marco Maia, disse
que a solenidade foi um ato que busca apagar a nódoa causada pelos gestos
autoritários que muito nos envergonham. Ele lembrou que os deputados cassados
foram calados não pelo debate, mas por imposição e força da
ditadura.
O
presidente da Comissão Nacional da Verdade, ex-procurador-geral da República
Claudio Fonteles disse que o ato deve servir para “que nunca mais venhamos a
permitir que nossas divergências sejam decididas pelo arbítrio, pela truculência
e pelo desaparecimento”. Para a ministra da Secretaria Nacional dos Direitos
Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, a restituição simbólica
dos mandatos “é um compromisso para que jamais permitam que a democracia, a
justiça e a paz sejam aviltadas como foram no golpe de 1964”.
Ao
tratarmos aqui dessa realidade que havia no Rio Grande do Norte em meados dos
anos 60 pinçamos uma pequena mostra do que ocorreu Brasil afora. Os ambientes
políticos em que viviam 173 parlamentares, cujas palavras foram cerceadas, cujas
trajetórias foram violentamente obstruídas, contrariando a decisão antes tomada
pelo povo que os elegeu, foram todos mutilados. De todos esses tristes
episódios, restam, pelo menos, as lições. A cena que a sociedade desejava à
época jamais será recomposta. Entretanto, ficou comprovado que os canhões do
arbítrio deixam seus rastros de sangue, mas são derrotados e a democracia
ressurge mais forte.
CÂMARA DOS DEPUTADOS ‘DEVOLVE’ MANDATO DE ALUÍZIO ALVES
Brasília (DF) - A Câmara dos Deputados realizou
sessão solene, na quinta-feira (6), para devolver, simbolicamente, os
mandatos dos 173 deputados cassados pela ditadura militar, entre eles Aluízio
Alves (RN). O ex-deputado, que teve os direitos políticos cassado em 1969, por
10 anos, foi representado pelo filho e atual líder do PMDB, Henrique Eduardo
Alves.
Os mandatos, reparados simbolicamente, foram cassados a partir de 1964,
quando milhões de eleitores foram calados e impedidos de se manifestar através
de seus deputados. “Foi uma das maiores violências cometidas durante o processo
revolucionário. Um homem com a força popular, competência e capacidade
administrativa, como Aluízio Alves, deveria ser um exemplo de político e de
vida pública", disse Henrique Alves, ao relembrar a cassação do pai há 43
anos.
Por força do ato ditatorial, Henrique Alves, ainda jovem, foi levado a suceder Aluízio Alves na política precocemente. "O que Aluízio Alves teve daquele processo revolucionário foi uma violenta cassação, mas graças a Deus e a força dele, eu e Garibaldi Filho pudemos continuar a sua luta e os seus ideais", disse Henrique, ao receber a homenagem em nome da família. O deputado lembrou que, além do pai, os irmãos de Aluízio, Agnelo Alves e Garibaldi Alves também tiveram os direitos políticos suspensos.
Henrique Alves foi eleito, pela 1ª vez, em 1970 para a legislatura seguinte quando o Congresso foi reaberto. Desde então, com 11 mandatos consecutivos, ele ocupa uma cadeira no parlamento. São 42 anos de atividades legislativas. Nos últimos seis anos ele exerce a liderança da bancada do PMDB.
Dos 28 ex-deputados cassados, que ainda estão vivos, 18 compareceram à cerimônia. O ato, segundo a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), presidente da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, foi uma reparação história e serviu de alerta para as novas gerações. “Que o arbítrio, a tortura e o fechamento do congresso não se repitam mais no Brasil”, disse.
A sessão solene teve ritual semelhante ao da posse dos parlamentares. Os ’reempossados ’, pessoalmente, ou representados pelos familiares, receberam diploma e broche de uso exclusivo dos deputados. Muitos dos ex-deputados que tiveram os mandatos cassados pela ditadura retornaram à política somente após a anistia, em 1979.
Aluízio Alves foi cassado quando exercia o quinto mandato parlamentar (1967-1971). Ele já havia sido deputado federal entre 1946 e 1961. Na legislatura 1959-1963, o então deputado federal, no quarto mandato, renunciou para exercer o cargo de governador do Rio Grande do Norte entre 1961 e 1966. Ele ainda retornou à Câmara dos Deputados para um sexto mandato (1991-1995) e foi ministro de Estado por duas vezes.
Durante a solenidade também foram homenageados os outros dois ex-deputados potiguares cassados na ditadura militar: Erivan França, que teve os direitos políticos suspensos em 1969 e Ney Lopes, cassado em 1976.
F: AssCom
WILMA DE FARIA PARTCIPA DO SÁBADO DE CARNATAL
A
ex-governadora Wilma de Faria (PSB) participou na noite deste sábado (08) do
Carnatal 2013. Wilma de Faria foi recebida pelos diretores da Destaque
Promoções, Roberto Bezerra e Gustavo Carvalho. A ex-governadora circulou no
evento, concedeu entrevista as diversas emissoras de rádio e TV e claro, dos
camarotes prestigiou os blocos e a folia da maior micareta do Brasil. Foto: Rodrigo Loureiro
Cada artista que com seu
trio elétrico entrava no corredor da folia fazia questão saudar a vice-prefeita
eleita de Natal. Já os foliões acenavam, faziam gestos de carinho e coro
entoando “Wilma, Wilma, Wilma...”
“Acompanhei o nascimento do Carnatal, eu era prefeita de Natal, em 1991. Hoje fico muito feliz em ver que ele se tornou um grande evento consolidado, que divulga todo o Rio Grande do Norte para o mundo, movimenta o nosso turismo e principalmente que gera, além de lazer, empregos diretos e indiretos para a população. Com certeza é uma grande festa.” Afirmou a ex-governadora.
F: AssCom PSB
O MAIS IMPORTANTE JULGAMENTO DA HISTÓRIA
Há consenso geral de denominá-lo como o maior da História brasileira. De
fato é o mais relevante até aqui porque em razão da condenação dos envolvidos
ser da categoria de inalcançáveis pela Justiça.
Pela dicotomia
manifesta entre as posições adotadas entre os ministros Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski restou comprovado a necessidade de mudar a forma de escolha
dos membros da Suprema Corte brasileira. Devem ser escolhidos por seus pares
por meio de eleição direta; estabelecer mandato com prazo definido e não muito
longo para evitar que processos como o do mensalão fiquem mofando debaixo do
braço de um relator “tipo Lewandowski-Toffoli” até que a prescrição deixe todos
os acusados impunes.
Até o momento a indústria da prescrição tem funcionado a contento para réus endinheirados e magistrados inescrupulosos. Apesar da comprovada eficiência, nem Joaquim Barbosa conseguiu evitar que alguns malandros se beneficiassem dela.
Passou da hora da eleição para presidente do STF seja pra valer. Acabar com esse referendo de carta-marcada, como já é certo que Ricardo Lewandowski será o próximo, apesar de sua manifesta parcialidade e gratidão aos responsáveis por sua indicação.
Depois, ficou demonstrado que o Supremo Tribunal Federal e todas as instâncias da Justiça brasileira precisam se equipar melhor para acelerar a viabilização de processos eletrônicos. Sintetizar as informações importantes para evitar a decantada enxurrada dos milhares de páginas de autos.
Alguns erros foram surgindo com o desenrolar do julgamento. O momento inoportuno do julgamento, não pela proximidade das eleições, como politizaram alguns, mas pela proximidade de aposentadoria compulsória de dois ministros durante o julgamento. E caso a situação se repita no futuro, ao menos que condicione como praxe da Casa que os aposentandos apresentem seus votos completos antes de sair.
Os pontos divergentes quanto ao procedimento deveriam ser resolvidos previamente em reuniões ou sessões administrativas. Escancará-las em pública aos berros e com bate-boca de botequim só causam uma certa desconfiança à população. Esses ajustes permitiriam julgamentos mais céleres. Por ter sido este o primeiro julgamento a condenar gente acima da lei, essas falhas se tornaram inevitáveis ou imprevisíveis.
Nossa sociedade se acostumou com a demora desmoralizante para os julgamentos, haja vista o assassinato de Celso Daniel ainda sem julgamento após uma década. Essa masturbação jurisdicional eterna se torna no elo perfeito entre os criminosos e “bandidos de toga”, como bem definiu a ministra Eliana Calmon. Não é razoável que uma criança de 11 anos tenha alcançado a maioridade entre a denúncia de Roberto Jefferson e a decisão do mensalão. Um período maior do que o da Primeira e o da Segunda Guerras Mundiais.
Na seara jurídica, alguns pontos deveriam ser melhor conceituados. O domínio do fato, por exemplo. Tudo que o subalterno Marcos Valério fez foi para atingir o objetivo final do chefe. No entanto ele recebeu um pena seis vezes maior do que a do chefe. Se tudo que ele fez como subalterno tinha por objetivo atingir as metas determinadas pelo chefe, no mínimo, este foi participe de todos os delitos praticados para alcançar as metas traçadas por ele.
Na reta final baixou o espírito santo nos ministros que agora querem diminuir a pena. Essa redução de pena só confirma que os ministros pertencem ao andar de cima. A resposta está no livro O Caçador de Pipas, numa citação de que “só existe um crime: roubar. Os demais são variantes deste. Nada é mais grave do que alguém se apropriar do que não lhe pertence, ainda mais quando é pública e se tem o dever de zelar por ela. E a agravante maior é quando o resultado são pessoas morrerem nas filas de hospitais, sem remédio para se tratar; pessoas passarem fome, crianças sem creches, sem escola e toda a sociedade sem nenhum serviço público satisfatório.
Para proteger aos sem voz é que esses crimes deveriam ser apenados, no mínimo, com 40, 50 anos de reclusão, presos de fato, sem progressão, já que bandido de colarinho branco, corrupto inveterado, não tem recuperação. É uma falácia soltar essa gente na rua sob esse argumento.
Por óbvio, não há previsão na Constituição Federal de que deputados federais condenados pelo STF percam o mandato. Desenhando: a Suprema Corte não cassa mandato. Ela pode condenar um deputado, e só ela, e deputado condenado não pode exercer mandato. Ele perde os direitos políticos automaticamente. Com certeza, não é preciso alertar ao presidente da Câmara sobre as consequências para quem desobedece a ordem judicial.
F: Pedro Cardoso
da Costa – Interlagos/SP
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