domingo, 7 de abril de 2013

O MERECIDO BOLO

 
Foto Ilustração
Não resta dúvida de que a sociedade brasileira tem demonstrado uma insatisfação total diante da péssima prestação dos serviços públicos. Por enquanto, os protestos têm se limitado aos gritos. De tanta gritaria, alguns slogans viraram meros clichês.


Um desses são os gritos por justiça... justiça... justiça... Todos os dias a televisão brasileira transmite programas mostrando pessoas numa grita geral diante de mais um corpo de um jovem assassinado pela polícia, por ex-companheiro do tráfico ou do crime em geral. Essas reclamações não têm trazido resultados práticos. Eis o ponto crucial para um debate.

Existe uma cobrança generalizada por mais politização dos brasileiros e se alega a pouca participação nas ações dos gestores públicos.

Mas são esses mesmos que não criticam um vidro quebrado, um carro virado, um rolo de papel atirado nos endeusados políticos. Certa vez, o governador Mário Covas tentou passar por cima do professorado em greve e foi atingido por um ovo na testa. Repetiu-se a argumentação de época do risco à democracia.

Claro que em sã consciência ninguém é favorável à depredação de bens públicos. Entretanto, os chamados formadores de opinião precisam apontar uma forma de reivindicação adequada e que traga resultados concretos.

Por exemplo, precisam dizer como se deve fazer um protesto contra o aumento abusivo no preço das passagens de ônibus para forçar a diminuição do preço. Quebrar não deve, impedir a saída das garagens não pode, pois atrapalharia a vida de quem não tem nada a ver. Tudo bem: basta os críticos dizerem o que deve ser feito.

São totalmente ignorados os emails, os telefonemas, os desabafos em redes sociais e as denominadas manifestações pacíficas. A prova recente disso são as eleições dos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, da Comissão dos Direitos Humanos e das Minorias da Câmara dos Deputados.

Os palpiteiros literalmente agem como todo brasileiro comum. Eles se colocam acima ou fora do problema ao atribuir solução sempre como dever do outro. Há que se ter a coragem de defender algumas medidas drásticas nos embates reivindicatórios. Por mais erros que cometam, a opinião pública tem que definir de qual lado está. Defender participação sem consequências é contraditório e sociologicamente insustentável.

Como tento praticar as ideias que defendo, certa vez fui convidado para falar sobre cidadania e a participação política.

Pedi aos organizadores que fizessem dois bolos. Um de chocolate, com cerejas na cobertura, o outro de fubá, bem sem doce, propositalmente horrível. E comecei a falar de tratamento igualitário, de participação das pessoas para que os políticos melhorassem a condição social da população. Sempre que faço qualquer palestra, sugiro que as perguntas sejam feitas na hora da dúvida para saírem mais contextualizadas – e não no fim, como a maioria exige.

Com os demais componentes da mesa, começamos a comer o bolo de chocolate, e a plateia o de fubá. Em poucos minutos, um cidadão indagou por que a diferença de tratamento, se eu pregava exatamente em sentido contrário.

Respondi que o objetivo seria aquele questionamento. Expliquei que assim são as políticas públicas no Brasil. Enquanto eu não corresse o risco de perder o bolo de chocolate, eu jamais melhoraria o bolo deles. Apenas melhoraria o deles, se não houvesse risco de perda, mas somente igualaria se houvesse ameaça de perder tudo. Eu resistira enquanto pudesse e usaria todas as armas para manter minha mordomia. Já a população só chegaria a igualdade se me vencesse. E nós estamos no plano físico, e o Estado é a prova inconteste de que, em última instância, a força física é quem predomina. Cabe aos formadores de opinião mencionar como e até onde empregá-la. Outro discurso é teoria dissimulada com o objetivo deliberado de manter cada um comendo o bolo que merece.
F: Pedro Cardoso da Costa

sábado, 6 de abril de 2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

AGRIPINO COMENTA ELEIÇÕES AO RN NESTE DOMINGO

O senador José Agripino recomendou à população de Caiçara do Rio do Vento e Serra do Mel que votem com consciência e responsabilidade neste domingo (7). Os dois municípios do Rio Grande do Norte terão eleições suplementares já que os candidatos de 2012 tiveram seus registros indeferidos pela justiça eleitoral. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, 9.033 pessoas devem ir às urnas em Serra do Mel e 3.449 em Caiçara do Rio do Vento.  

“É importante depositar o voto em uma pessoa que possua probidade, que sinta a dor do dinheiro do povo, que aplique bem o recurso público do imposto pago por cada um de nós”, ressaltou Agripino, em discurso no município de Caiçara, nessa quinta-feira (4). José Agripino, que também é presidente nacional do Democratas, disse que a união dos ex-prefeitos Emanoel Andrade e Etevaldo Lisboa foi fundamental para levar benefícios à população local, como energia elétrica à área rural e a construção de casas dentro do Projeto Crescer.

Estiveram presentes no evento em Caiçara a governadora do RN, Rosalba Ciarlini, os deputados federais Felipe Maia e João Maia, os deputados estaduais José Adécio e Kelps Lima, entre outras lideranças do estado. A candidata do Democratas à prefeitura de Caiçara do Rio do Vento é Conceição de Maria Gomes Lisboa (Ceiça). Em Serra do Mel, o partido apoia o candidato do PMDB, Fábio Bezerra (Fabinho). 
F: AssImp

DEPUTADO EZEQUIEL DEFENDE AÇÕES E PROGRAMAS PARA MUNICÍPIOS DO SERIDÓ, AGRESTE, TRAIRI E REGIÃO CENTRAL

Nas sessões da Assembleia Legislativa desta semana, o deputado Ezequiel Ferreira apresentou vários requerimentos ao Governo do Estado. O parlamentar cobrou ações e programas para atender a população das regiões: Seridó, Agreste, Trairi e Central.
Foto: Rodlrigo Rafael
Para Cerro Corá, Ezequiel pediu o Programa “RN Vida”, que combate o uso de entorpecentes entre jovens. Também para o município do Seridó, Ezequiel solicitou a implantação do Programa Educacional de Resistência as Drogas (Proerd). A Caern, ele pediu que fosse contemplado com o Programa “Agentes do Saneamento”, que treina os agentes comunitários de saúde para repassar informações sobre o uso racional da água.

Ezequiel lembrou para Angicos, o Programa “SUS Mediado”, que garante maior efetividade às políticas públicas de saúde. Também para o município da região Central, Ezequiel solicitou a implantação de uma Academia Popular.

Foram feitas solicitações para Serra de São Bento, no Agreste Potiguar. O deputado Ezequiel quer construções de unidades habitacionais, unidades sanitárias e melhorias habitacionais. Para amenizar os efeitos da seca, o deputado solicitou ao Governo do Estado, a construção de cisternas na Zona Rural.

Também foram cobradas melhorias para Lages Pintadas, no Trairi. Ezequiel pediu que a Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente instalasse os poços que foram perfurados e até hoje não foram instalados. A construção de Barragens Submersas para o município também foi defendida como alternativa aos efeitos da seca. O Programa “Ronda Escolar” foi outra solicitação do deputado para Lages Pintadas. 
F: AssImp
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

RAFAEL MOTTA ASSUME PRESIDÊNCIA DO PP



 Rafael Motta
O vereador Rafael Motta assumiu a presidência do Partido Progressista na manhã desta quinta-feira (4). Em momento bastante prestigiado por correligionários e representantes de outras legendas, o novo presidente estadual do PP disse que vai dialogar com as bases e fortalecer ainda mais a legenda para a disputa eleitoral do próximo ano. "O PP não será coadjuvante. Será um partido protagonista nas próximas eleições. Pretendemos fazer pelo menos um deputado federal e três deputados estaduais", afirmou Rafael Motta.
F: AssImp

TRT-RN: VARAS DE MOSSORÓ E MACAU TEM NOVOS JUÍZES TITULARES


Juizes titulares Alexandre Érico e Décio Teixeira

O Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) promoveu dois juízes substitutos a titular de Vara: um pelo critério de merecimento e outro por antiguidade.

Na vaga por merecimento, o escolhido foi o juiz do trabalho substituto Décio Teixeira de Carvalho Junior, que integrou a lista tríplice ao lado dos juízes Alexandre Érico Alves da Silva e Daniela Lustoza Marques de Souza Chaves.

Em seguida, os desembargadores promoveram a titular, pelo critério de antiguidade, o juiz substituto Alexandre Érico. 

Após a proclamação dos promovidos, o presidente do TRT-RN, desembargador José Rêgo Júnior facultou aos novos juízes titulares o direito de escolher, entre duas Varas de Mossoró e uma de Macau, em que eles gostariam de assumir sua titularidade.

O juiz Décio Teixeira optou 3ª Vara do Trabalho de Mossoró o juiz Alexandre Érico pela 2ª Vara do Trabalho de Macau. A 1ª Vara do Trabalho de Mossoró será preenchida posteriormente, pelo critério de merecimento.
F: TRT/RN 21ª Região

HENRIQUE ALVES DESAPROVA DECISÃO DE FELICIANO: "COMO IMPEDIR ACESSO DO POVO AO PARLAMENTO?"

 
Henrique Eduardo Alves: "Aprendi que o radicalismo nunca foi um bom conselheiro do Parlamento"

De molho no seu Estado, o Rio Grande do Norte, onde se recupera de uma cirurgia, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), acompanhou os desdobramentos da crise na Comissão de Direitos Humanos. Ele desaprovou a decisão do deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de restringir o acesso às reuniões da comissão, fechando-as para o público.

“Isso foge à tradição do Parlamento. É absurdo”, disse Henrique Alves ao blog, numa entrevista telefônica na noite passada. “Como é que vamos impedir o acesso do povo ao Parlamento? Como impedir as pessoas de acompanhar os debates nas comissões? Se há um lugar em que o povo tem que ter todo o acesso é o Parlamento. Se o povo não puder entrar na sua Casa, vai entrar onde?”
Henrique disse que o regimento da Câmara autoriza a realização de reuniões fechadas apenas em situações excepcionais, não como regra. “O tumulto só desqualifica quem o promove. Mas a reação radical da presidência da comissão cria mais problema, não solução.” O que fazer?, perguntou o repórter. E o presidente da Câmara: “Vou ter o final de semana para pensar no que fazer.”
Henrique torceu o nariz também para a aprovação da viagem de Feliciano à Bolívia. “Parece haver uma tentativa de criar um fato consumado. Mas é preciso levar em conta que esse tipo de viagem, feita em nome da Câmara, precisa ser aprovada pela presidência da Casa.”
Confirmou para a próxima terça-feira (9) a reunião de Feliciano com o colégio de líderes partidários. Foi informado de que o protagonista não faltará ao encontro. “Sua ausência seria uma desatenção e até um desrespeito aos líderes de todos os partidos da Casa.” Qual é o objetivo da conversa? “Encontrar uma saída para que a comissão tenha funcionalidade.”
Há duas semanas, Henrique dissera que a situação de Feliciano na comissão tornara-se “insustentável”. Tomado pelas palavras, acha que a coisa não evoluiu: “Quando a gente pensa que caminha para uma situação melhor, o deputado vai a um culto e diz que, antes dele, a comissão era dominada por satanás.”  Vai abaixo a transcrição da entrevista:
 
— O que achou da decisão da Comissão de Direitos Humanos de restringir o acesso das pessoas às reuniões? Ao longo da minha vida pública, aprendi que o radicalismo nunca foi um bom conselheiro do Parlamento. O radicalismo não serve nem para a pessoa que exerce o poder nem para as pessoas que o desafiam. A essência do Parlamento, sua maior inspiração, é o incansável diálogo. Só o diálogo conduz à boa solução política.
— Acha que a proposta do deputado Feliciano, aprovada pela comissão, foi uma saída radical? Foi uma inabilidade dele. Não é uma norma da Casa impedir a participação de segmentos organizados que queiram acompanhar a discussão dos temas do seu interesse. Obviamente, esse acompanhamento tem que ser feito de forma ordeira e respeitosa. O fechamento das sessões parte do pressuposto de que a participação nunca será respeitosa. Não me parece razoável supor de antemão que sempre haverá agressão. É algo que só pode ser verificado em cada sessão. Essa antecipação me parece uma precipitação que não contribui para o diálogo.
— O deputado Feliciano alegou que, sem as restrições, o colegiado não conseguiria trabalhar. Na semana passada, um manifestante chegou a subir na bancada da comissão. Como realizar sessões nesse ambiente? Insisto em que a participação das pessoas deve se dar de forma respeitosa. Esse caso do sujeito que subiu na bancada foi absurdo, inaceitável. Dei orientações claras à segurança da Casa. Em situações assim, a pessoa deve ser posta para fora do prédio da Câmara. Mas há outras formas de resolver o problema sem o fechamento de todas as sessões.
— Como? Na semana passada, quando se previa a ocorrência de tumulto, eu mesmo sugeri: você começa a reunião. Se não conseguir restabelecer a ordem, prepara a sala de outra comissão ao lado e suspende a sessão. Os deputados trocam de ambiente, saindo pelo corredor interno. E a reunião é reaberta em sessão fechada. Foi o que aconteceu. O deputado Feliciano seguiu o nosso conselho. Houve nova baderna nesta semana? Faz tudo de novo!
— Nessa fórmula, a reunião continua sendo fechada. Não dá na mesma? Não. O regimento da Casa prevê que, em situações excepcionais, o presidente de uma comissão pode tornar a reunião fechada. Mas isso é a exceção. Não pode ser a regra. As pessoas erram quando fazem baderna na comissão. Mas não se pode, por conta disso, decidir simplesmente que todas as sessões serão fechadas. Isso foge à tradição do Parlamento. É absurdo. Como é que vamos impedir o acesso do povo ao Parlamento? Como impedir as pessoas de acompanhar os debates nas comissões? Se há um lugar em que o povo tem que ter todo o acesso é o Parlamento. Se o povo não puder entrar na sua casa, vai entrar onde? O tumulto só desqualifica quem o promove. Mas a reação radical da presidência da comissão cria mais problema, não solução.
— O que fazer? Vou ter o final de semana para pensar no que fazer. Há um quadro formado. De um lado, pessoas que, a pretexto de participar, brigam, xingam e sobem nas mesas para inviabilizar os trabalhos. Do outro lado, há excessos na reação do comando da comissão. É uma situação muito sensível.
— Há algo que a presidência ou a Mesa diretora da Câmara possa fazer? É preciso lembrar que, em relação a essa decisão tomada agora, qualquer deputado pode questionar o fechamento das reuniões. Qualquer um tem o direito de questionar, porque foge à normalidade da Casa. Fechar é a excepcionalidade. Abrir é a regra. Havendo o questionamento, obviamente a Mesa terá de se pronunciar. À primeira vista, o fechamento não me parece uma solução adequada.
— Aprovou-se também na Comissão de Direitos Humanos a viagem do deputado Feliciano e comitiva para a Bolívia. O que achou? Parece haver uma tentativa de criar um fato consumado. Mas é preciso levar em conta que esse tipo de viagem, feita em nome da Câmara, precisa ser aprovada pela presidência da Casa. A comissão envia o requerimento ao presidente da Câmara, que aprova ou não a viagem.
— E o presidente cogita não aprovar? Em condições normais, o presidente de uma comissão tem amparo regimental para propor essa ou aquela providência, para realizar isso ou aquilo. Mas as circunstâncias, é preciso admitir, não são normais. Então, convém analisar tudo muito bem antes de tomar uma decisão. No caso específico, convém verificar os fundamentos da viagem à Bolívia.
— O objetivo é verificar a situação dos torcedores do Corinthians presos na cidade de Oruro, não? Soube que houve um questionamento sobre a necessidade de ir ou não à Bolívia. E o deputado Feliciano teria dito que conversou com as mães dos torcedores, que elas choraram e que o governo brasileiro não teria adotado as providências necessárias. Com todo o respeito ao sofrimento das mães, é preciso verificar se o governo de fato não fez nada.
— Na semana passada, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, esteve em Oruro e La Paz. Visitou os prisioneiros, foi à Promotoria, teve audiência com um ministro boliviano e visitou a embaixada brasileira. O senador não poderia compartilhar com a Câmara as informações que recolheu? É evidente que sim. Eu mesmo devo falar com o Ferraço. Ele pode nos dar informações valiosas. Vamos analisar a motivação da viagem, se há mesmo procedência. Quero saber em que estágio estão os contatos entre os governos do Brasil e da Bolívia. É preciso conversar com o Itamaraty. Com todas as informações em mãos, teremos condições de tomar a decisão mais responsável. Do contrário, fica parecendo ôba-ôba.
— Já foi marcada nova data para a reunião do deputado Feliciano com o colégio de líderes? Está marcada. Será na terça-feira [9], às 11h.
— O deputado Feliciano disse que essa reunião tem o objetivo de achincalhá-lo. Acha que ele vai comparecer? Ele irá. Pedi para falarem com o líder do PSC, André Moura. Acho importante ele ir. Sua ausência seria uma desatenção e até um desrespeito aos lideres de todos os partidos da Casa. Não faz sentido dizer que ele será achincalhado. Não é esse o objetivo de ninguém. E vão estar lá líderes que são favoráveis a ele: o Eduardo Cunha [do PMDB], o Anthony Garotinho [do PR]…
— Qual é, afinal, o objetivo dessa reunião? Queremos encontrar uma saída para que a comissão tenha funcionalidade. Nada além disso. Todos querem que a comissão possa se reunir normalmente, que tenha um plenário respeitado, uma pauta digna, discussões elevadas e um resultado natural. Tudo isso depende muito do comportamento do deputado Feliciano. Espero que ele compareça à reunião como presidente da Comissão de Direitos Humanos, não como pastor. A democracia tem que ser exercida de forma respeitosa. Não se chega a lugar nenhum na base do grito. Tem que ser de forma equilibrada. E o deputado Feliciano poderia contribuir para o estabelecimento desse equilíbrio. Todos querem que ele presida. Mas a situação piorou. Soube que na reunião desta quarta-feira havia duas torcidas, uma contra e outra a favor. Em vez de esfriar, a situação fica cada dia mais difícil.
— Há duas semanas, o sr. disse que a presidência do deputado Feliciano na Comissão de Direitos Humanos tornara-se insustentável. Mantém a opinião? Estávamos conversando com o líder do PSC [deputado André Moura] e com o presidente do partido [pastor Everaldo], que mudou de posição. Manteve a solidariedade ao deputado, na perspectiva de que haveria um mergulho, que tudo iria serenar. Quando a gente pensa que caminha para uma situação melhor, o deputado vai a um culto e diz que, antes dele, a comissão era dominada porsatanás.
— Ele disse que falou como pastor, em ambiente religioso. Pois é, ele diz que falou como pastor. O problema é que não é possível se despir da condição de presidente da Comissão de Direitos Humanos só porque entrou na igreja. O que ele falou ali não foi a palavra de um pastor num culto religioso. Foi a manifestação de um presidente da Comissão de Direitos Dumanos da Câmara dos Deputados. O exercício de uma função pública traz alguns bônus. Mas também traz ônus. Na presidência da Câmara, eu não posso falar como se ainda fosse líder do PMDB. Como presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deptado Feliciano não pode chamar todo mundo que o antecedeu de satanás. Ao não distinguir joio de trigo, o deputado dificulta as coisas.
— Qual é o papel do presidente da Câmara nessa crise? Minha obrigação como presidente é fazer a Casa funcionar, fazer com que as comissões tenham funcionalidade, que se reúnam democraticamente, em ambiente respeitoso, capaz de acolher contrários e favoráveis às teses em debate. Lamentavelmente, isso é o que menos ocorre lá na Comissão de Direitos Humanos. Há exageros de todos os lados. Mas o que se espera do presidente da comissão é ponderação.
— Mudando de assunto: na sua campanha à presidência da Câmara, o sr. assumiu o compromisso de aprovar o ‘Orçamento impositivo’ para as emendas de parlamentares. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou nesta quarta-feira uma emenda que prevê a execução obrigatória de todo o Orçamento da União, não apenas das emendas. Acha possível que isso vire realidade? Não há hipótese de aprovarmos nada que inviabilize a execução orçamentária. O Orçamento da União é elaborado em bases realistas. Mas traz sempre uma previsão de arrecadação tributária que pode acontecer ou não. Às vezes a previsão é superada, outras vezes não. Numa situação como essa, em que lidamos com o imponderável, não podemos amarrar o Orçamento.
— Por que foi aprovada essa emenda? Veja bem, a negociação que fiz com os líderes envolve as emendas parlamentares. Mas era preciso colocar o tema do orçamento impositivo para andar. Precisávamos de um gancho. Foram reunidas todas as propostas que tramitavam na Casa. E a CCJ aprovou apenas a ‘admissibilidade’. Agora, uma comissão especial vai tratar do mérito. Será elaborada uma nova PEC [proposta de emenda constitucional], fruto desse entendimento.
— Qual será o teor dessa PEC? A proposta será formatada numa ampla negociação. Vai tratar das emendas individuais dos parlamentares, em valores a serem definidos. Tudo negociado com o Executivo. Essas emendas podem inclusive ser direcionadas para programas do próprio governo, nas áreas de saúde, educação e segurança pública. Todos ganham e o parlamentar sai dessa posição humilhante de mendigar a liberação de R$ 100 mil, R$ 200 mil, R$ 300 mil para seus municípios.
— Vários escândalos nasceram de emendas de parlamentares. Não é temerário tornar obrigatória a execução dessas emendas? Estamos falando de emendas pequenas, com valores de R$ 100 mil a R$ 300 mil. Não há escândalo nesse tipo de emenda. A PEC vai estabelecer limites e formas de controle. Essas emendas individuais permitem que os parlamentares atendam demandas de pequenos municípios. Demandas que não costumam chegar nas mesas dos ministros. Um pequeno posto de saúde, uma passagem molhada. O que não pode continuar como está: libera o de um, segura o de outro. Solta a emenda do aliado, não empenha a da oposição. Isso não é de agora. Vem de outros governos, o do Fernando Henrique, o do Lula… Tem que acabar.
F: Blogosfera.uol.com.br

DEPUTADO EZEQUIEL DEFENDE IMPLANTAÇÃO DE UNIDADE DO CORPO DE BOMBEIROS NO AGRESTE PARA ATENDER 29 MUNICÍPIOS

O deputado Ezequiel Ferreira protocolou requerimento ao Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Cel. Elizeu Lisboa Dantas solicitando estudo de viabilidade técnica, para implantação de uma unidade da instituição, em Nova Cruz, no Agreste Potiguar.
“A região Agreste do Rio Grande do Norte é desprovida de um órgão importantíssimo como o Corpo de Bombeiros. Se constatam que nos últimos anos, várias pessoas foram vítimas de acidentes, algumas, infelizmente vindo a óbito devido à falta de uma ação rápida. Estas ficam presas às ferragens de veículos, que no aguardar das ações dos Bombeiros, muitas vezes distantes destas regiões, agonizam e morrem. Algumas vidas que tiveram fim poderiam ter sido salvas através das ações dos Bombeiros se este órgão estivesse mais próximo dos municípios que integram a região”, comentou Ezequiel.

O Agreste Potiguar tem população estimada pelo IBGE em mais de 250 mil habitantes se considerar 29 municípios: Boa Saúde, Brejinho, Jundiá, Lagoa d'Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa Salgada, Monte Alegre, Nova Cruz, Canguaretama, Goianinha, Monte das Gameleiras, Serra de São Bento, São José do Campestre, Montanhas, Pedro Velho, Baia Formosa, Tibau do Sul, Espírito Santo, Arês, Senador Georgino Avelino, Passa e Fica, Passagem, Santo Antônio, Senador Elói de Souza, Serra Caiada, Serrinha, Várzea, Vera Cruz e Vila Flor. 
F: AssImp

POMESSA DE HENRIQUE ALVES: COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DA CÂMARA DOS DEPUTADS APROVA ORÇAMENTO IMPOSITIVO


Brasília (DF) - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (3) a admissibilidade da proposta (PEC 565/06 e apensadas) que prevê a execução obrigatória do Orçamento da União. A matéria ainda vai ser analisada por uma comissão especial quanto ao mérito e, se for aprovada por essa comissão, seguirá para análise do Plenário.
Entre as propostas que tramitam em conjunto, algumas proíbem o contingenciamento, pelo Executivo, de recursos relativos a emendas individuais dos parlamentares ao Orçamento.

Se for impositivo, o Orçamento deverá ser executado exatamente como aprovado pelo Congresso. Atualmente, o governo federal executa, das despesas discricionárias (não obrigatórias), o que considera conveniente e muitas emendas apresentadas pelos parlamentares não são implementadas.

A proposta esteve na pauta da comissão por diversas vezes e foi defendida inclusive pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que foi pessoalmente ao colegiado no mês passado pedir sua votação.

Nesta quarta, o deputado Felipe Maia (DEM-RN) argumentou que hoje predomina um “completo desrespeito” ao trabalho realizado pela Comissão de Orçamento ao longo de um ano. “O Orçamento, que é muito debatido, transforma-se em uma peça fictícia. As emendas se transformam apenas em números no papel, não são respeitadas”, disse Maia.

Comissão especial - Os deputados lembraram que o mérito da matéria será discutido na comissão especial a ser criada. A CCJ analisou apenas se a proposta está de acordo com a legislação e a técnica legislativa.

Para o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), a comissão especial deve debater o poder que o Legislativo terá na execução orçamentária. “É uma prerrogativa do Executivo, mas o Legislativo não pode abrir mão de intervir quando achar necessário”, disse.

Ele também observou que a emenda individual de parlamentares é um “pedaço pequeno do Orçamento” e não merece tanta preocupação quanto os programas maiores, inclusive os que não são objeto de emendas.
F: AssImp


FÁTIMA NO CINQUENTENÁRIO DO MÉTODO PAULO FREIRE EM ANGICOS


A Deputada Federal Fátima Bezerra (PT-RN) lado a lado com professores e gestores de educação

A deputada federal Fátima Bezerra (PT), representando a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, participou na terça-feira (03), do início das atividades alusivas ao ‘Cinquentenário das 40 horas de Angicos’, que homenageia o professor Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira, pelo trabalho pioneiro de alfabetização de jovens e adultos, realizado em Angicos (RN), em 1963.

“No governo Aluízio Alves, há 50 anos, era dada última aula das 40 horas da Experiência Paulo Freire que contou, inclusive, com a presença do presidente João Goulart. Mais que celebrar. Essa justa homenagem fortalece a luta no projeto político-pedagógico de enfrentamento do analfabetismo no Brasil. Depois da experiência pioneira das 40 horas, Paulo Freire foi convidado pelo presidente João Goulart para elaborar o Plano Nacional de Alfabetização de Adultos, mas foi impedido em virtude do Golpe Militar, pois foi preso e exilado por 16 anos. Ou seja: se o Método de Paulo Freire não tivesse sido proibido em decorrência do Golpe Militar essa realidade de analfabetismo seria diferente. Os índices de analfabetismo no Brasil, apesar de terem caído na última década, ainda são altos. No Brasil: 10%; RN: 17%; e Angicos: 24%”, destacou Fátima.

O reitor da UFERSA, Arimatea Matos deu a ordem de serviço para construção do Memorial Paulo Freire: Museu e Centro de Formação. Na ocasião, foi lançado o Pacto Paulo Freire pela Educação de Jovens e Adultos.

“Essa experiência revolucionária, inovadora, referência no Brasil e no mundo na luta contra o analfabetismo, merece ser homenageada no Parlamento. Por isso, propus audiência pública para homenagear Paulo Freire e o Cinquentenário das 40 horas de Angicos, a ser realizado na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados”, completou Fátima. 
Participou do evento os professores Marcos Guerra (conferencista), Moacir Gadotti (Instituto Paulo Freire), Chagas (MEC); a reitora da UFRN, Ângela Paiva; o reitor da UFERSA, Arimatea Matos, e demais representações da UERN, MEC, UFPE, UFPB, SEEC-PB, Cátedra UNESCO de EJA, SME de Angicos, Fórum Potiguar de EJA, UNDIME, SINTE-RN, Mova, Governo do RN, dentre outros.

F: AssImp