quarta-feira, 27 de março de 2013

PRESIDENTE DA CÂMARA PREPARA VOTAÇÃO DA REFORMA POLÍTICA


Henrique Eduardo Alves reúne líderes para negociar início da votação nos dias 9 e 10 de abril.
Brasília (DF) - Reunido hoje com os líderes partidários, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), fez um apelo para que a proposta da  reforma política seja votada na data inicialmente prevista, 9 e 10 de abril, mesmo reconhecendo que os diversos itens em discussão não sejam consensuais até mesmo dentro das bancadas. Para Henrique Alves a votação não deve ser mais adiada. “É preferível correr o risco de acertar ou errar votando, do que a omissão de não se votar nunca a proposta”, disse o presidente. 

O mesmo entendimento foi manifestado pelo relator, Henrique Fontana (PT-RS), que fez um resumo da última versão do seu relatório, assinalando que novas mudanças poderão ser introduzidas como consequência da série de reuniões que pretende manter com as diversas bancadas interessadas até a data da votação. 

São cinco pontos destacados pelo relator. O financiamento público de campanha é um deles. Outra proposta do relator é a coincidência das eleições, em todos os níveis, para 2022. A posse dos prefeitos e vereadores seria no dia cinco de janeiro. Os governadores  e deputados estaduais tomariam posse no dia 10 e o presidente da República, deputados federais e senadores no dia 15 de janeiro. 

Fontana defende o fim das coligações proporcionais e a formação de federações partidárias com abrangência estadual por, no mínimo, um mandato. O relator mantém o sistema atual do eleitor  votar diretamente no candidato, mas cria a lista partidária onde o voto de legenda será direcionado ao primeiro da lista de candidatos, ainda que o candidato não seja o mais votado. Cada partido escolherá, previamente, a forma para ordenar os nomes na lista dos candidatos. 

A reforma política também deverá ampliar a participação popular, inclusive para propor emendas à Constituição. Para projetos de lei serão necessárias 500 mil assinaturas eletrônicas. Com 1,5 milhão de assinaturas será possível apresentar uma PEC popular e, com três milhões, entrar com um pedido de urgência para votação de uma matéria.

Partidos em campos opostos
 A única proposta “mais ou menos” consensual é a da coincidência dos mandatos. Há partidos querendo que as três eleições – federal, estadual e municipal – sejam realizadas na mesma data; enquanto outros querem que sejam em datas diferentes. Alguns partidos estão querendo três datas diferentes, com um mês de separação entre elas; há partidos que admitem duas datas diferentes: Uma para a escolha dos candidatos “federais”, outra para as eleições estaduais e municipais.

Todas as demais propostas são polêmicas, inclusive o financiamento público das campanhas. O relator  propõe um sistema misto de votação. Quando o eleitor optar pelo voto de legenda, o voto vai para a lista partidária “não fechada”, que Henrique Fontana  chamou de “100% flexível”. A lista será aprovada em convenção partidária, na qual a proporcionalidade de sexo será preservada, com o critério de colocar, em cada três nomes, um sendo de sexo diferente. A outra opção é o eleitor votar no seu candidato preferido -  o voto “nominal”. A votação nominal é que vai definir o listão de eleitos em cada partido, privilegiando os mais votados nominalmente. Não existe consenso entre os partidos, nem mesmo, dentro da bancada de cada sígla.

Estratégia de votação 
O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ) propõe que, primeiro, sejam votadas as matérias que envolvam mudança na Constituição – como o fim das coligações. O DEM, conforme explicitou o líder Ronaldo Caiado (GO), entende que, primeiro, deve-se votar o mesmos complicado; isto é, aquilo que depende de projeto de lei e não de emenda à Constituição.

O relator Henrique Fontana deixou claro o entendimento de que, em matéria de reforma política, nada é consensual. Ele teve o cuidado de evitar fazer do relatório, uma defesa de suas posições pessoais ou, mesmo, uma defesa de posições do seu partido. Mas, concorda com o presidente Henrique Eduardo Alves em que, depois de tantos anos de debate, é importante que a reforma seja votada.
F: AssImp

terça-feira, 26 de março de 2013

NAQUELA MESA - DOM DE ILUDIR

Adolfo não era um “qualquer nota”, todos sabiam. Acostumado a ter tudo o que queria, na hora e do jeito que desejava, era figura conhecida na mídia local por causa de seu talento com os negócios e também com as mulheres.  Sim, muitas delas.

Frequentemente visto acompanhado das mais belas do Rio de Janeiro, impressiona a qualquer homem o fascínio que exercia sobre as mulheres. Os invejosos falavam que era por causa do poder, mas no fundo sabiam que se tratava mais do que isso. Adolfo, mesmo perto dos cinquenta,  causava frisson pelo seu jeito protetor. Quanto mais forte a presença feminina, maior o encanto pelo “bon vivant”.

Depois do quinto casamento, decidiu que ficaria sozinho. Dissera que com os filhos criados e bem encaminhados sua função familiar tinha chegado ao fim, não devia mais nada à sociedade. Virou um verdadeiro boêmio.

Resolveu que deveria dar expediente no escritório somente as tardes. As manhãs eram para descansar e se manter em forma, enquanto as noites serviriam de palco para suas aventuras.

Tudo ia muito bem até que um daqueles encontros que só o destino pode armar aconteceu. Enquanto passava pelo bairro de Copacabana, rumo ao centro da cidade, Adolfo falava ao celular, não percebeu que o semáforo havia fechado e acabou batendo na traseira do carro de outra pessoa.

Ao descer para ver o tamanho do estrago encontrou uma moça desacordada, com a cabeça sobre o volante. A batida nem foi tão forte assim, mas o carro da moça era tão velho que o cinto de segurança não deve ter funcionado direito. Seu desmaio não demorou muito a passar e antes de qualquer socorro médico chegar ela começou a recobrar a consciência.
­­­­­

— Moça, você está bem? Sente dor em algum lugar?
— Acho que estou… — fez uma pequena pausa e perguntou — O que aconteceu?
— Eu bati no seu carro, mas não se preocupe, fique calma, pagarei todas as despesas. Qual o seu nome? Quer que eu avise a alguém?
— Luciana. — e novamente desmaiou.

Quando acordou já estava sendo medicada no Copa D´or, um dos hospitais mais luxuosos da capital.
— Que bom que acordou. Aguarde só um instante que vou chamar seu acompanhante. — disse a enfermeira.
— Acompanhante?
— Xi, pelo visto você não se lembra de nada, não é? Deve por causa do choque, logo você vê que tudo se encaixa. Vou deixar que ele te explique tudo.  Já volto.
As imagens do que tinha acontecido ainda estavam distorcidas quando a enfermeira voltou.
—Olha,  moça…Infelizmente seu acompanhante teve que ir embora, mas deixou um bilhete.
A enfermeira leu o recado que continha um pedido de desculpas, um aviso de que as despesas estavam pagas e um telefone caso Luciana precisasse de algo. A paciente quis ligar imediatamente, mas foi convencida a descansar primeiro.

Na manhã seguinte, enquanto ela ainda aguardava o médico para lhe dar a alta, chegaram flores e, junto delas, um cartão escrito com uma letra muito bonita: “Espero que você fique boa logo. Por favor, aceite meu convite para jantar, na noite em que tiver disponibilidade, como um pedido de desculpas por todo o transtorno que lhe causei. Adolfo”.
Assim que chegou em casa a curiosidade em saber mais sobre seu “acompanhante” fez com que Luciana ligasse imediatamente. Combinaram um jantar naquela mesma noite. Pontualmente, Adolfo chegou para buscá-la, estacionando o carro na porta do prédio. Assim que ela desceu, enquanto abria a porta do passageiro disse:
— Imagino que você não se lembra de mim. Eu sou o Adolfo, muito prazer!
— Prazer. — respondeu Luciana, visivelmente encabulada mostrava que não estava acostumada com tanta gentileza.

Adolfo estava certo. Luciana realmente não se lembrava de nada, mas acabou o reconhecendo por causa da sua presença na mídia. Em meio a novos pedidos de desculpas, durante o caminho para o restaurante teve que explicar tudo o que ocorrera.
No jantar o papo se aprofundou mais e finalmente todas as peças do quebra-cabeça se encaixaram. Sobrou tempo para que se conhecessem melhor.

De origem humilde, Luciana nasceu e cresceu no subúrbio carioca, todo dia levantava cedo e atravessava a cidade para chegar ao trabalho. Era recepcionista de uma clínica odontológica. Casou-se muito jovem e ficou viúva no primeiro ano de casamento, o marido foi vítima de um assalto, morreu em seus braços.

Nada disso assustou Adolfo, nem mesmo a diferença de idade entre os dois; Luciana era cerca de vinte anos mais jovem, foi um empecilho para que tivessem uma noite muito agradável.
Três meses depois estavam namorando. No início ela bem que tentou resistir aos apelos de Adolfo, mas foi vencida pelos mimos e gentilezas frequentes. No sexto mês, com a justificativa de que não era mais um garoto e contrariando o discurso de que não se casaria mais, pediu Luciana em casamento. Novamente, com certa resistência, o aclamado “sim” deu as caras.

Todos que viam o casal ficavam em dúvida com o futuro que teriam. Luciana era muito amável, mas não exalava paixão pelo noivo, enquanto ele parecia ter ganhado o melhor presente de natal que uma criança poderia ganhar.

Adolfo não economizava para demonstrar o seu afeto; flores, roupas e joias eram presentes frequentes. Na semana do casamento resolveu que deveria dar um carro para a noiva.
— Acho que já está na hora de você ter um carro decente. Uma princesa como você não pode andar naquele calhambeque que você tem.

Mesmo recebendo muitos presentes, Luciana foi pega totalmente surpresa e não sabia bem o que dizer. Claro que ficou feliz, mas também acabou assustada com o empenho que aquele homem demonstrava para conquistar seu coração.
— Lu, eu esperava uma reação um pouco melhor da sua parte.
— Não sei o que dizer! Ele é lindo! Muito obrigada!
Ainda assim não era o agradecimento que Adolfo queria, tinha uma coisa que o incomodava profundamente. Desde que começaram a sair, Luciana nunca disse que o amava. Chegou a conversar sobre o problema, Luciana deixava claro que não queria ser pressionada. Ele, com a sabedoria que os anos lhe garantiram, sabia que era questão de tempo.

Na véspera do casamento resolveu que aquela situação não poderia mais perdurar e foi taxativo:
— Luciana, vamos nos casar amanhã e preciso saber uma coisa. Preparei o casamento que você não teve, fiz todos os seus gostos, te dei tudo o que eu poderia dar. Entendi a sua distância no início, sei que nossa diferença de idade te preocupa. Contudo, não posso mais esperar para saber.
A noiva já sabia do que se tratava, enquanto Adolfo falava pensava no que iria dizer.
— Chega de esperar! Preciso saber agora, você me ama? — questionou, olhando-a nos olhos.
Os segundos seguintes pareceram horas. E finalmente veio a resposta.
— Eu amo você.
Como diria Dadá Maravilha, o folclórico jogador de futebol dos anos setenta, o amor é lindo.
F: .M, Vitorino

segunda-feira, 25 de março de 2013

JOSÉ AGRIPINO APONTA SOLUÇÕES PARA A SECA NO NORDESTE

Em discurso na tribuna do Senado nesta segunda-feira (25), o senador José Agripino (RN) voltou a criticar a falta de assistência do governo federal à seca do Nordeste, especialmente no que diz respeito à garantia de produção e sustento do pequeno produtor. “A presidente da República deveria chegar ao Nordeste com uma ação efetiva, uma esperança real aos brasileiros que produzem, aos pecuaristas que estão passando a maior das aflições. Deveria chegar lá com um programa de perfuração de poços para garantir água para as pessoas e para o gado”, disse o líder do Democratas no Senado.
O senador referia-se à visita da presidente Dilma Rousseff a Pernambuco nesta segunda-feira para inaugurar a primeira etapa do Sistema Adutor Pajeú, no município de Serra Talhada. Segundo o parlamentar, melhor seria se a chefe do Executivo estivesse indo inaugurar aquilo que foi objeto de sua campanha eleitoral: a transposição do rio São Francisco. “A conversa do sertão pernambucano hoje é de uma campanha eleitoral em curso, quando eu acho que a presidente deveria chegar lá e dizer que pensa nos brasileiros competitivos, naqueles que produzem seu próprio emprego, e garantir a dignidade dos que estão perdendo tudo por causa da seca”, frisou o parlamentar.

Soluções
O senador potiguar falou de sua experiência como governador do Rio Grande do Norte e lembrou que as medidas adotadas por ele, nos períodos de grave seca, eram de socorro efetivo e soluções práticas para a aflição do nordestino. “Uma vez cheguei com um navio de ração para o gado para garantir que a atividade do produtor fosse mantida por ação do poder público. Era isso que o governo atual tinha que fazer: preservar a capacidade de geração de emprego, valorizando a vocação do trabalho para que o Brasil seja um país de lutadores”, acrescentou.

Agripino lembrou ainda o programa implantado por ele no Rio Grande do Norte chamado "Projeto Curral", que repunha o gado perdido por causa da seca. “Comprava gado no Sul, sorteava os inscritos, sem nenhum critério político, e eles se comprometiam a pagar com as crias, com os filhotes das vacas que vinham a nascer ao longo do tempo. Com isso muitas famílias formaram seus filhos, mantiveram a dignidade de viver não da proteção do Estado, mas de uma ação solidária dele”, frisou.

Outra solução proposta pelo senador José Agripino aos nordestinos que sofrem com a seca é o perdão ou a renegociação da dívida, por parte do governo federal, dos pequenos agricultores. “O Banco do Nordeste e outros bancos estão tirando a pequena terra dos agricultores. O governo deveria dar soluções como o perdão da dívida para que a mais difícil das regiões do país, em termos de seca, pudesse manter o fio de esperança para construir seu futuro”, afirmou o senador pelo Rio Grande do Norte. 
F: AssCom

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO VAI REALIZAR PESQUISA EM ESCOLAS E CENTROS MUNICIPAIS DE ENSINO


Vereadores desejam obter informações in loco para direcionar o trabalho da comissão na CMN
A Comissão Parlamentar de Educação, Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Natal vai realizar, durante todo o mês de abril, visitas às escolas e centros municipais de educação infantil (CMEIs) para constatar a atual realidade da rede pública de ensino da capital. Os vereadores que integram a comissão – Eleika Bezerra, Júlia Arruda, Amanda Gurgel, Júlio Protásio e Ary Gomes – vão observar in loco o funcionamento das unidades e colher informações úteis que servirão de base para o trabalho do grupo no Legislativo Municipal.

Ao todo, a comissão deve visitar 21 escolas e 21 CMEis localizados nas quatro zonas da cidade. De acordo com a metodologia da pesquisa, cada parlamentar ficará responsável por visitar em média oito estabelecimentos de ensino. Durante as visitas, os vereadores deverão interagir com professores e funcionários, bem como conversar com alunos e pais que possuem filhos matriculados nas unidades, e aplicar um questionário com perguntas acerca da situação do corpo docente, infraestrutura, programa pedagógico e gestão de cada instituição de ensino.

Para a vereadora Júlia Arruda (PSB), a medida é positiva já que, além de possibilitar que os vereadores acompanhem de perto o que acontece nas escolas, permite que os cidadãos que fazem parte das comunidades de ensino repassem suas queixas e sugestões diretamente para os parlamentares, simplificando a comunicação e permitindo que haja maior agilidade na resolução de eventuais problemas.

“Ao ampliar seu conhecimento da atual realidade das escolas de Natal, a comissão será capaz de alinhar suas ações de modo que estas sirvam para atender as reais necessidades da nossa educação. Isso é importante, pois vai garantir que o nosso trabalho influencie diretamente na melhoria da qualidade do ensino na nossa cidade”, disse.

Após o período de visitas e coleta de informações, que se estenderá pelo mês de março, os vereadores vão analisar os dados obtidos e, em quatro reuniões distintas, deliberar acerca das deficiências e desafios constatados nas unidades de ensino de cada região de Natal.
F: AssImp

NA UFRN, FÁTIMA E O PREFEITO DE ASSÚ TEM AUDIÊNCIA SOBRE EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR


 A deputada federal Fátima Bezerra (PT) acompanhou o prefeito de Assú, Ivan Júnior (PP) em audiência com a reitora da UFRN, professora Ângela Paiva. Na pauta: expansão do ensino superior na região do Vale do Assú. Os deputados Fernando Mineiro (PT) e Nelter Queiroz (PMDB), a diretora regional do SINTE-RN, Inês Almeida e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Assú, Paulo Morais também estiveram na audiência.
“Considero como muito positiva a reunião. O debate sobre a expansão do ensino superior em Assú é oportuno e necessário pelo que representa o município economicamente e socialmente falando. São mais de 60 mil habitantes, por isso, é adequado que a cidade seja contemplada com uma maior oferta de cursos superiores”, destacou a deputada Fátima.

Na companhia dos pró-reitores e equipe de técnicos, a reitora Ângela Paiva reconheceu que tal demanda já tinha sido apresentada pela deputada Fátima em ocasiões anteriores. “Não é a primeira vez que Fátima aborda esse tema. A nossa ideia é expandir em sintonia com as demais instituições de ensino superior (UFERSA, UERN e IFRN), evitando assim a duplicidade de esforços e superposições”.

Prefeito Ivan Júnior se comprometeu em elaborar um estudo sobre os arranjos produtivos para que se possa verificar a real necessidade de cursos para atender a região.

Ficou demandado que a deputada Fátima e a reitora Ângela irão agendar reunião com o reitor da UFERSA, professor Arimatea Matos para discutir a expansão do ensino em Assú e toda região do Vale do Assú. 
F: AssImp

AGRIPINO PEDE INCLUSÃO DE SEU PROJEO SOBRE MATERIAL ESCOLAR NA MP DA ISENÇÃO DA CESTA BÁSICA


 O líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN), não vai desistir até que seu projeto de lei que isenta itens do material escolar de impostos seja apreciado no Congresso. O parlamentar potiguar apresentou emenda à medida provisória (MP) 609/2013 para que seu projeto seja inserido na matéria. A MP zera produtos da cesta básica de impostos como PIS-Pasep, Cofins e Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI). Como a MP trata de isenção, Agripino luta para que seu projeto seja inserido na medida provisória.
Foto: Mariana Di Pietro


Esta semana, o relator da comissão mista que vai analisar a MP 609/2013, deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), deve anunciar as emendas acatadas pela medida provisória. Agripino espera que a isenção do material escolar seja uma delas. “O pai de família tem pressa para que essa matéria seja aprovada já que muitas famílias deixam de matricular seus filhos na escola porque não têm dinheiro para comprar material para todos. Meu projeto pensa exclusivamente na educação do Brasil”, destacou o senador pelo Rio Grande do Norte.

O projeto de Agripino isenta do IPI materiais como lápis, borracha, mochila, cola, caderno, classificador, pincel e caneta esferográfica. Os impostos nesses itens podem chegar a quase 50%. Desde 2009 o projeto do senador democrata está parado na Câmara dos Deputados. “O que eu peço é que a mesma isenção usada para a cesta básica seja usada para meu projeto. Por isso apresentei a emenda à medida provisória da isenção da cesta básica. Independente de ideologia partidária, meu projeto é importante para o Brasil no sentido de acabar com a evasão escolar e abrir caminhos para melhorar a educação no país”, disse.
F: AssCom

SERVIDORES DO INSS E MINISTÉRIO DA SAÚDE REALIZAM PARALISAÇÃO DE 24 HORAS E ATO PÚBLICO NO CENTRO DA CIDADE NESTA TERÇA-FEIRA (26/03)

O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Previdência, Saúde e Trabalho do Rio Grande do Norte (SINDPREVS/RN) realiza Ato Público nesta terça-feira (26/03), Dia Nacional de Luta com Paralisação, com trabalhadores do INSS e Ministério da Saúde. A mobilização se dará a partir das 10h, em frente ao prédio do INSS Centro, na Rua Apodi.

A paralisação de 24 horas dos servidores do Seguro e Seguridade Social no dia 26 de março foi aprovada em Plenária Nacional da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (FENASPS) realizada em Brasília/DF no último dia 10 de março. A decisão adiou indicativo anteriormente previsto para os dias 13 e 14 desse mês.

A luta da categoria é pela melhoria nas condições de trabalho, alteração e revisão nos sistemas e indicadores, revisão nas metas e, em especial, no processo de avaliação de desempenho, com destaque para a mobilização pela manutenção e ampliação da jornada de 30 horas, extensiva aos trabalhadores do Seguro e Seguridade Social. "As condições de trabalho hoje no INSS beiram o desumano. O sistema de rede é totalmente obsoleto,  frequentemente está fora do ar, e, principalmente, o programa de metas estabelecido é impossivel se cumprir com o reduzido quadro de pessoal. Queremos que sejam chamados no minimo 10 mil novos servidores do úlimo concurso", declarou o vice-presidente do SINDPREVS/RN, Júlio Nicácio Lima.

SERVIÇO:
Ato público do SINDPREVS/RN
Paralisação de 24h dos Trabalhadores do
INSS e Ministério da Saúde
Data: Terça-feira, 26 de março de 2013
Horário: A partir das 10h
Local: Em frente ao prédio do INSS
Centro (Rua Apodi, 2150, Centro - Natal/RN).

Contato para entrevistas:
Júlio Nicácio Lima –
vice-presidente do SINDPREVS/RN:
Fone: (84) 9131-7228.
F: AssCom SINDPREVS/RN
 


JÁ ABRIRAM OS ARQUIVOS DA DITADURA?

Taí uma coisa que eu queria ver. Quem raciocina pergunta:  se ainda existem esses arquivos,  quem ou o que garante que serão mostrados?  Será que sabem o que estão procurando? Será que os militares guardariam arquivos ou provas que os incriminassem? Parece mesmo istorinha de trancoso que serve como engodo ou um novo treinamento a ordem, sem cobertura, sem estratégica de novos Lampiões sem bacamartes.

Sinceramente, o povo começa entender com clareza porque estão comedidos, indecisos ao cutucarem casa de maribondo. Lúcidos e alfabetizados chegamos a pensar que essas pessoas que insistem na abertura desses tais arquivos queiram apenas arrumar um jeito de auferir maiores lucros, subornos, corrupção,  indenizações, a prática do atual sistema.  Pergunto eu: por que não promovem o real resgate da História: apuração dos crimes cometidos em ambos os lados; apresentação à sociedade de todos os criminosos; ações de governos; comparações de logísticas para o futuro de um país. Questionar com o povo novos conceitos e prática de Democracia e Ditaduras. Ditaduras tão camufladas como tais governos populares em voga.
Acompanhamos nos últimos anos a disseminação no país da filosofia e prática cultural como adquirir a "grana fácil", da “esmola”, das bolsas “mirabolantes”, da segregação racial e social. Uma geração podada pela índole do que mais dignifica o ser humano, a pré-disposição ao trabalho.  Tudo isso com o aval de um governo que se diz mais popular do mundo.

sábado, 23 de março de 2013

MORRO DO CARECA E SUA VÁLVULA DE CONTROLE DA DUNA


Suas escaladas, rotina para os que moravam em Natal e iam a praia todos os domingos era um exercício prazeroso, um lazer, um contato direto com a natureza. Para os turistas um local inesquecível, clicado e guardado com muito carinho em muitos álbuns de família. O morro do careca é considerado o principal símbolo turístico e cartão postal da cidade do Natal. A duna com 110m aproximadamente, permanece verde durante o ano por sua capa de vegetação, tipo restinga onde sobressai na panorâmica pelo contraste entre o mar e a costa. No pé do morro termina a onda do mar, ali começa a subida íngreme por uma faixa de largura irregular que chegava a 50m como se fosse um roço na vegetação, aparecendo à areia. Renovada, reposta pelo vento forte que sopra vindo da parte alta das dunas canalizando as partículas para aquela abertura na vegetação como se fosse um canal de morro abaixo, um rio de grãos de areia, pequeninos e brancos. Aquela falha na vegetação serve como uma válvula que controla o excesso de areia soprada pelas rajadas de ventos fortes, naturais da orla nordestina. 

Era uma delícia caminhar sobre a duna: fofa, fria, que chamava o cansaço como se um travesseiro fosse. Na descida do morro fazia parte da aventura jogar-se de encontro à areia onde vários metros eram percorridos pelo deslize suave, uma verdadeira aventura. Os garotos que moravam ao lado na Vila de Ponta Negra, a maioria filhos de pescadores, agilizavam a descida com a ajuda de uma pequena prancha artesanal, um "brinquedo" chamado skibunda. O aumento considerado de visitantes, além de alguns buggy (veículos de fibra e pneus próprios  para dunas),  foram os argumentos para os órgãos de proteção ao meio ambiente interditar o local no final da década de 90. Atualmente uma cerca protege a mata de restinga, impede a subida dos banhistas, consequentemente a areia não desce, permanecendo o morro, uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte, saudoso e inexplorado. Os mais otimistas nos segmentos da área de turismo já falam da construção de um teleférico no local, visando revitalizar o morro, retomando o local com mais uma atração turística internacional. 
F: Dutra Assunção

NATAL VAI SEDIAR ENCONTRO DE GÊNEROS EM ABRIL


Homens e Mulheres debatem igualdade e cidadania
Já estão abertas as inscrições para III Encontro de Gênero, que este ano terá como tema: “Igualdade de Gênero Como Fortalecimento da Democracia”. O congresso é realizado pela Federação Nacional do Fisco, em parceria com o Sindifern.

O evento é aberto ao público e os organizadores esperam uma participação expressiva das mulheres no Congresso. “Apesar dos avanços, ainda percebemos que a participação feminina nos movimentos sindicais, especialmente na nossa área fiscal, ainda é bem menor que a masculina. Queremos incentivar o debate e a mudança desse quadro”, destaca o auditor fiscal Lúcio Roberto, um dos organizadores do evento.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente pelo site www.fenafisco.org.br/siteencontro. O Congresso será realizado no dia 15 de abril, no Hotel Ocean Palace, via costeira de Natal.  A programação inclui palestras e debates sobre: Dignidade, Igualdade e Tolerância à Diversidade Sexual; Igualdade de Gênero na Participação Política e Sindical; e Ética e Gênero na construção de uma sociedade mais justa.

Porque discutir a questão de gênero
Gênero refere-se às diferenças entre homens e mulheres. Ainda que, habitualmente, seja usado como sinônimo de sexo, nas ciências sociais, o termo está relacionado às diferenças sociais.

É, nesse contexto, que a FENAFISCO promove com o tema “Igualdade de gênero como fortalecimento da democracia”, o III encontro de gênero da FENAFISCO, com o objetivo de inserir no âmbito da categoria do fisco brasileiro, predominantemente constituída por homens, o debate sobre as questões da igualdade de gênero e da cidadania.

A ideia é discutir a questão e apontar caminhos que possam promover o fortalecimento de uma sociedade com bases justas, democrática e solidária.
F Assimp SINDIFERN