terça-feira, 15 de abril de 2014

VAMOS PASSAR VERGONHA DURANTE COPA DO MUNDO

O presidente do Tribuna de Contas da União, ministro João Augusto Nardes, é direto nas críticas, incisivo nas análises. Ele defende o uso do critério de “Ficha Limpa” para nomeação de conselheiros das Cortes de Contas. O posicionamento corrobora com a ação realizada na semana passada pelo TCU que, publicamente, disse não nomear o senador Gim Argello para o cargo de ministro no órgão, já que o parlamentar respondia a seis processos e já foi condenado em um. Para Augusto Nardes, o TCU ofereceu um exemplo para todos os tribunais de contas.

“Se a pessoa tem uma ficha suja não pode entrar no tribunal de contas do Estado ou da União. Isso é importante como um marco para o Brasil. E esperamos que esse nosso gesto sirva de exemplo para o país”, analisou o ministro, que esteve em Natal participando do evento “Diálogo Público”, promovido pelo próprio TCU.

Quando o assunto é Copa do Mundo o presidente do TCU destaca que pela ação preventiva da Corte foram economizados R$ 700 milhões em recursos públicos, mas já constata que “o Brasil vai passar vergonha na Copa”. A declaração é uma referência a análise de que o país está pecando na falta de organização e planejamento. Para o presidente do Tribunal é preciso dar um basta no chamado “jeitinho brasileiro”.
O presidente do Tribunal de Contas da União quebra o perfil, muito comum aos conselheiros, de pessoas mais contidas nas análises e que tentam não desagradar aos órgãos públicos. Em se tratando de João Augusto Nardes as avaliações são apuradas e as análises diretas, sem entrelinhas.

Acompanhe o 3 por 4:

É comum a reclamação dos prefeitos sobre a falta de recursos, que creditam a falta de dinheiro os serviços precários. O senhor concorda?

É necessário um novo pacto federativo. Tem boa parte dos municípios no Brasil, especialmente no Nordeste, que o Bolsa Família é o que alimenta boa parte dos municípios. Por falta de alternativas de arrecadação, por falta de melhor distribuição de recursos da União para os municípios. Aliás, a União é a grande concentradora dos recursos federais e como conseqüência os municípios ficam marginalizados nesse processo. O Fundo de Participação dos Municípios não é suficiente para as prefeituras e o Fundo de Participação dos Estados também não é suficiente. E, portanto, os encargos dos municípios são muito maiores que os encargos que a nação tem como um todo. O cidadão vive no município e reclama para o prefeito. E o prefeito só recebe encargos da União, mas não recebe recursos necessários. O Brasil precisa de um novo pacto federativo. Já era para ter ocorrido há muito tempo. Lamento que isso não tenha sido feito. Esperamos que nessa eleição ocorra uma discussão para mudança do pacto federativo e se descentralize mais os recursos para os municípios.

Saúde, educação são gargalos para as gestões. Faltam recursos para essas áreas ou falta competência para gerir esses milhões?

Mesmo dos recursos disponíveis para educação, ano passado só 32% foi investido porque não se teve capacidade de entregar mais para educação no Brasil como um todo em relação aos investimentos da União. Em relação a saúde também fica nesse patamar de 33%. Tem dinheiro, mas não chega a ponta por incapacidade do Estado e quando eu falo Estado é Município, Estado e União, mas especialmente da União pela burocracia e dificuldades de se entregar ao cidadão. Isso demonstra falta de governança. Falta de capacidade, tendo recuso, de se entregar para o cidadão, tanto em relação a educação, como saúde. É necessário um pacto. simplicar a forma de liberar os recursos, facilitar os processos para que cheguem até a ponta. Recursos existem no Brasil, mas não tem chegado até a ponta por esse entrave que é a burocracia e aos projetos que não são bem feitos, e ainda pela falta de disciplina, pela falta de planejamento. Tudo isso (o fato de que os investimentos não chegam ao cidadão) é decorrente de uma cultura do Estado brasileiro em que você acha que vai conseguir o recurso sem cumprir toda aquela determinação. Precisa também rever as burocracias que são existentes para que o Brasil possa se estabelecer em situação melhor junto à população.

Nessa ótica, enquanto se vê essa aplicação, há notícia de prefeitura e governos sendo condenados por desvio de dinheiro, falha na prestação de contas...

Eu sou da tese que no município o recurso ainda é mais bem aplicado do que a União concentrando porque o povo está mais perto (do município). O boi se engorda com o olho do dono. O dono é o povo, o povo está mais perto do município do que da União. Eles moram no município. O que precisa desenvolver é uma cidadania. Por isso que a base da cidadania é melhorar a educação. E na educação evoluindo o cidadão poderá controlar melhor os recursos. O Brasil é um país rico, mas não sabe aplicar de forma adequada os recursos. É aceitável a transposição do São Francisco demorar quase dez anos? Isso ocorreu na União porque não temos padrão de governança. Muda um prefeito tem padrão de governança para continuar com o padrão de governança? Ou vem toda uma turma de cargos de confiança novos? Isso é o que falo da falta de governança no Brasil, em nível de município, Estado e União. Muitas vezes os interesses coletivos são deixados de lado em troca de interesse de grupo político. É necessário nova consciência no Brasil.

A percepção da população é que os tribunais de contas multam, condenam, mas a execução não ocorre de forma célere. O senhor tem essa mesma percepção?

Quem faz a cobrança do TCU é a Advocacia Geral da União e já melhorou muito porque estamos em cima  para ser cobrado. Nos últimos cinco anos fizemos uma economia de R$ 102 bilhões. Agora para Copa foram R$ 700 milhões, ou seja, trabalhando preventivamente. O TCU tem feito um grande trabalho a nível nacional. Mas não adianta fazer a nível nacional e não ocorrer a mesma coisa em nível de Estados e Municípios. Por isso essa aliança com o Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, como também estamos fazendo com todos os Estados brasileiros. Estamos viajando por todo Brasil, é uma caravana que fazemos na busca de uma cidadania maior, de uma dignidade melhor para o cidadão brasileiro.

O Tribunal de Contas da União fez um marco no caso envolvendo a negativa para o senador Gim Argello não assumir vaga no TCU (o Tribunal disse que não nomearia o senador porque ele responde a seis processos e já foi condenado em um)?

Esse foi um exemplo que os conselheiros e tribunais de contas dos Estados têm que se impor para nós termos gente qualificada e que tenha um posicionamento ético, extremamente linear para que possa ser um bom exemplo para o Tribunal de Contas do Estado ou Tribunal de Contas da União. Essa decisão minha no plenário do Tribunal de Contas da União de ler uma nota em meu nome e em nome dos ministro dizendo que não daríamos posse (a Gim Argello) porque ele não estaria cumprindo aquilo que a Constituição estabelece é um marco e uma demonstração de que o país amadureceu. Acho que o Senado e a Câmara têm que avaliar muito bem os nomes. Se a pessoa tem uma ficha suja não pode entrar no tribunal de contas do Estado ou da União. Isso é importante como um marco para o Brasil. E esperamos que esse nosso gesto sirva de exemplo para o país.

O que a Copa já está deixando de lição para o senhor?
A Copa já está deixando a desorganização, falta de planejamento, que o jeitinho brasileiro não serve como exemplo para o país, que a improvisação leva a desvios, que a falta de planejamento leva a corrupção, que a falta de governança leva a gente a passar vergonha e com certeza vamos passar vergonha na Copa pela estrutura ineficiente que temos em alguns Estados. Talves aqui no Rio Grande do Norte não tenhamos isso porque ainda somos capazes de superar toda nossa indisciplina pela capacidade de ser hospitaleiro, de receber bem as pessoas por sermos um país miscigenado, multifacetado de culturas. Mas, com certeza, a Copa é um exemplo de quanto precisamos evoluir como Estado. Nós hoje vivemos um mundo globalizado, competitivo, se você não se preparar e não avançar e continuar lento você vai ser um país lento e os mais velozes estão nos passando. Hoje temos uma situação boa, mas não podemos dizer que é uma posição ideal no contexto mundial de sermos a sétima economia. Já poderíamos ser a quarta ou quinta economia do munco. A China em pouco tempo e trago o exemplo da China, de uma posição muito inferior e hoje passou para a segunda potência econômica. Ela conseguiu estabelecer uma boa governança.
F: TN

FÁTIMA RESSALTA POTENCIAL IMPULSIONADOR DA ESTRADA DA PRODUÇÃO

A Assembleia Legislativa do RN debateu na manhã desta segunda-feira (14), em audiência publica, a paralisação da obra da RN 203, conhecida como “Estrada da Produção”, que vai de São Tomé a Cerro Corá. A deputada federal Fátima Bezerra (PT) participou do debate que foi uma proposição do deputado estadual Gustavo Carvalho.

Na ocasião, Fátima Bezerra ressaltou a importância da RN 203 diante do seu caráter estratégico para impulsionar o desenvolvimento regional das cidades que serão beneficiadas. A deputada reafirmou que o sonho do Potengi e Seridó de ter a sua “Estrada da Produção” contou e sempre contará com o seu apoio e que a mobilização da sociedade é o caminho mais adequado para sensibilizar o governo do RN no sentido de que a obra seja retomada.

Participaram também da audiência os deputados Fernando Mineiro e Márcia Maia; o prefeito de São Paulo do Potengi, Naldinho; além de demais políticos, movimentos e representações sociais.F: AssImp

sexta-feira, 11 de abril de 2014

DESCENTRALIZAR PODER, UMA VISÃO DIFERENCIADA DE GESTÃO

Considero uma visão diferenciada de Administração Pública quando um gestor exemplifica o sucesso de determinados programas e projetos por esse Brasil continental. Na verdade é um chamamento de responsabilidade ao determinado segmento onde se tem a prática de esperar planejamento ou determinação dos executivos. Atualmente em Santana do Matos até as escolas da zona rural dispõem de computadores e linhas para acessar a Internet onde deveriam aqueles estabelecimentos divulgarem sistematicamente suas ações, necessidades e dificuldades que enfrentam.
http://redacaocajarana.blogspot.com.br/2013/12/festa-natalina-em-escola-da-zona-rural.html

quarta-feira, 9 de abril de 2014

EMPARN PREVÊ INFLUÊNCIA DO EL NIÑO


A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) analisa o comportamento das temperaturas dos oceanos Pacífico e Atlântico para saber se o El Niño vai ocasionar a “interrupção” do inverno, ou mesmo uma situação de possíveis enchentes. A influência desse fenômeno deve chegar ao Estado entre o final deste mês e o início de maio, período que o serviço de meteorologia havia previsto a intensificação do inverno.

Bristot afirma que é cedo para dizer se inverno vai minguar
Foto: Alberto Leandro
O serviço de meteorologia da Emparn afirma que é cedo para dizer se o inverno vai minguar, ou se haverá algo semelhante ao que ocorreu no ano de 2008, quando o El Niño ocasionou chuvas intensas e inundações em várias regiões do Estado.
“Somente na segunda quinzena deste mês é que teremos mais informações e uma definição das temperaturas nos oceanos”, afirma o chefe do setor de meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot.
A certeza, por enquanto, é que não haverá uma condição normal de inverno para o semiárido do Rio Grande do Norte à medida que se aproximar o mês de maio. A presença do fenômeno vem sendo observada no Oceano Pacífico e poderá influir nas condições do Atlântico, impedindo a entrada dos sistemas de chuvas ou trazendo chuvas intensas em curto intervalo de tempo.

Os parâmetros técnicos estão sob discussão dos meteorologistas dos institutos, de forma que a Emparn considera precipitado falar em encurtamento do inverno ou enchentes. A incerteza, agora, já não é apenas do sertanejo.

As precipitações devem continuar ao longo da semana em quase todas as regiões do Estado, segundo a Emparn. Bristot afirma que as chuvas estão na média prevista para os meses de março e, parcialmente, em abril. Mas fala sobre a existência de um fenômeno que tem impedido a ocorrência de chuvas mais intensas. “Nas imagens de satélite observamos grandes formações, que deveriam ocasionar chuvas fortes, mas acaba gerando chuvas de 30 ou 40 milímetros. É como se elas (as nuvens) não ganhassem corpo e profundidade suficientes para gerar gotas d’água maiores”.

A Emparn registrou chuvas em 90 municípios do Rio Grande do Norte da segunda-feira até a manhã de ontem, e na tarde dessa terça-feira voltou a chover em municípios da região central potiguar. As maiores chuvas ocorreram nos municípios da região oeste: Apodi (66,3mm) e Felipe Guerra, com 65 milímetros.

Fenômeno
Presença do El Niño vem sendo observada no Oceano Pacífico e poderá influir nas condições do Atlântico, impedindo a entrada dos sistemas de chuvas ou trazendo chuvas intensas em curto intervalo de tempo
Chuvas - Maiores precipitações
Período: entre às 7h da segunda-feira (7) e às 7h de ontem (em milímetros)

OESTE

Apodi: 66,3
Felipe Guerra: 65,0
Viçosa: 53,0
Caraúbas: 50,4

CENTRAL
Ouro Branco: 48,0
Santana Do Matos: 44,0
Florânia: 43,2
Caicó: 37,0

AGRESTE
Ielmo Marinho: 16,5
Tangara: 16,0
Vera Cruz: 16,0

LESTE
Extremoz: 24,3
Taipu: 11,0
Senador Georgino Avelino: 10,3
Natal: 8,6
F: TN

TEIA DA DIVERSIDADE PRORROGA CHAMADA PARA ARTISTAS E FEIRA DA ECONOMIA CRIATIVA

Considerado um dos eventos de Cultura mais importantes do País, a Teia da Diversidade 2014 que acontece entre os dias 19 e 24 de maio em Natal, prepara programação

Foi prorrogada até sexta-feira (11) a Chamada para os artistas e grupos de todo o Rio Grande do Norte participar da mostra da Teia da Diversidade 2014. Além dos artistas, a Feira da Economia Criativa também está com inscrições abertas até o próximo dia 17 de abril.

Além dos pontos de cultura, o edital para chamada de trabalhos está aberto para todos os artistas e grupos residentes no Rio Grande do Norte para participação na Teia da Diversidade 2014 em programação paralela aos dos Pontos de Cultura e premiados do Cultura Viva.  Para a inscrição na Feira da Economia Criativa, poderão cadastrar-se agentes do Programa Cultura Viva relacionados à produção de artesanato, vestuário e outros itens artísticos destinados à venda, representativos das diferentes culturas regionais brasileiras para compor os estandes da Feira.

A Teia tem como proposta reunir os representantes dos Pontos de Cultura do País, na intenção de abrir um diálogo entre a sociedade civil, gestores, instituições de ensino, para o fortalecimento de políticas e ações de valorização e promoção da cultura brasileira. A expectativa é de que cerca de 2.000 pessoas de todo o Brasil estejam presentes.

O edital está disponível no site da Funcern ( http://www.funcern.br/fundacao/novfuncern/112-teia-nacional-da-diversidade-acontecera-em-natal-editais-sao-publicados.html). A documentação obrigatória deverá ser preenchida e anexada ao Sistema de Acompanhamento às Leis de Incentivo à Cultura. Os artistas que não forem pontos de cultura nem premiados do Cultura Viva devem preencher o formulário com as seguintes orientações: no item ponto de cultura em que está associado, deve-se colocar ‘comissão potiguar dos pontos de cultura’ e no item CNPJ do ponto, colocar o CPF da pessoa responsável pelo cadastro.

Estudantes do IFRN auxiliam nas inscrições aos artistas e proponentes
Para auxiliar os artistas e proponentes no preenchimento das inscrições nas Mostras Artísticas, Atividades Formativas e Feira da Economia Solidária e Criativa , uma equipe de alunos do Curso de Produção Cultural do IFRN Cidade Alta que está disponível de segunda a sexta, das 9h às 20h até o último dia de inscrição. Sábado e domingo os alunos fazem atendimento das 9h às 18h.
A equipe foi treinada por representante do Ministério da Cultura e atende presencialmente na sala 83 (laboratório de informática) do IFRN Cidade Alta ou pelo telefone (84) 4005-0964. Dúvidas também podem ser tiradas pelo telefone do MinC (61) 2024 2786 e o e-mail teia2014@funcern.br.

Dúvidas também podem ser tiradas com os membros da Comissão Potiguar dos Pontos de Cultura.

Link para o edital:

Entenda melhor a TEIA
De 19 a 23 de maio de 2014
Natal - RN

A Teia Nacional da Diversidade 2014 visa fortalecer o exercício dos direitos culturais, a atuação em rede, o diálogo e a parceria entre a sociedade civil, gestores, Instituições de Ensino, instâncias de participação social e sociedade em geral no campo cultural para a qualificação e o fortalecimento de políticas e ações de valorização e promoção da cultura brasileira em todos os seus aspectos e segmentos culturais.

Com esta proposta, a Teia inaugurará um espaço para encontro, reconhecimento, convivência, reflexão, formação e divulgação de temas prioritários dos grupos, coletivos, comunidades e Pontos de Cultura, enquanto representantes dos segmentos socioculturais da nossa diversidade. As atividades da Teia 2014 incluem ainda as pré-Teias, encontros regionais e/ou estaduais para preparação e envolvimento da sociedade civil participante.

A Teia está em sintonia com as estratégias e diretrizes gerais do Plano Nacional de Cultura no que diz respeito ao fortalecimento de ações que visem o planejamento e a execução das políticas culturais; ao incentivo, proteção e valorização da diversidade artística e cultural do Brasil; a ampliação do acesso dos brasileiros à formação, fruição e produção cultural; a inserção da cultura no desenvolvimento socioeconômico sustentável e na consolidação dos sistemas de participação social na gestão das políticas públicas.
O encontro pretende ampliar sua comunicação com os diversos fazedores da cultura Brasileira, incorporando ao Programa Cultura Viva também o Brasil Plural, construindo assim uma sinergia maior entre todos os segmentos com os quais o Ministério tem dialogado ao longo do últimos anos. A TEIA da Diversidade parte dos objetivos da Convenção Sobre a Proteção da Diversidade das Expressões Culturais e segue com eles como balizadores de uma política de integração e cooperação que pretende construir novos caminhos de diálogo.

Na visão de Pedro Vasconcellos, Diretor da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, o Rio Grande do Norte é um Estado muito digno para receber o evento. “Por toda a sua riqueza cultural, por toda sua produção cultural e por todos os criadores, batalhadores e militantes da cultura que a gente sabe que tem aqui”, disse Pedro lembrando que o mestre Tião Moleiro faz 100 anos em maio e será um dos homenageados no Rio Grande do Norte. De acordo com o diretor, a Teia é fundamental para dar visibilidade aos grupos que historicamente não tem visibilidade na mídia e nem reconhecimento público. “A teia vem carregada de um simbolismo muito forte. Então teremos esse momento de homenagear esses mestres, de fazer reverência a esses mestres, ao reconhecimento dos conhecimentos tradicionais que eles tem passado de geração a geração, para que a gente possa fazer esse encontro dos novos com os velhos, da cultura digital com a cultura tradicional, de todo o Brasil com a cultura Potiguar. Essa vai ser uma grande Teia e estamos muito felizes de promover esse encontro aqui”, ressaltou Pedro.

Além dos Pontos e Pontões de Cultura, o MinC vai ampliar e intensificar as suas ações com o Programa: Pontos de Memória; Pontos de Leitura, CEUs, Incubadora Brasil, Cineclubes e NPDs, Mais Cultura nas Escolas e Universidades. A Teia Nacional é realizada com recursos próprios do Governo Federal, já as Teias estaduais são realizadas com recursos dos Estados, com o apoio do Ministério da Cultura.

Serviço
Teia da Diversidade Cultural 2014 – Natal/ RN
Campus IFRN Cidade Alta e Campus UFRN
Data: 19 a 24 de maio
Inscrições de Trabalhos: http://www.funcern.br/fundacao/novfuncern
Equipe de apoio IFRN: sala 83 (laboratório de informática) do IFRN Cidade Alta ou pelo telefone (84) 4005-0964. Dúvidas também podem ser tiradas pelo telefone do MinC (61) 2024 2786 e o e-mail teia2014@funcern.br

F: AssImp 
Michelle Ferret – (84) 8704.6795

TRT-RN: CORREGEDOR REALIZA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA 1ª VARA DO TRABALHO DE MOSSORÓ

  O presidente e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte (TRT-RN), desembargador José Rêgo Júnior, participa de audiência pública, nesta quinta-feira (10), a partir das 15h, na 1ª Vara do Trabalho de Mossoró.
A audiência faz parte da correição ordinária, iniciada nesta segunda-feira (7) e será uma oportunidade para que os advogados, sindicalistas, associados, reclamantes, reclamadas e demais interessados conversem, pessoalmente, com o desembargador José Rêgo Júnior para esclarecer dúvidas, discutir problemas, propor melhorias e sugerir mudanças.

A 1ª Vara do Trabalho de Mossoró é presidida pelo juiz Gustavo Muniz Nunes e tem jurisdição sobre os municípios de Apodi, Areia Branca, Baraúna, Mossoró, Caraúbas, Felipe Guerra, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Serra do Mel e Tibau.
F: AssCom TRT-RN

terça-feira, 8 de abril de 2014

INDIGNAÇÃO DO JORNALISTA

Há momentos na história em que o espírito de uma nação -  mais  especificamente de sua classe letrada - se revela por inteiro. É o que ocorre no episódio do Mensalão.
Inicialmente, não se esperava que dele nada resultasse, o que, por si só, já revela algo de  substantivo a respeito de nossa cultura.
Dentro dela, não é comum - para não dizer que é inédito - que pessoas influentes paguem por seus crimes. A maioria da opinião pública, pois,  estava cética em relação ao destino dos mensaleiros. Seriam  inocentados e, em breve, estariam de volta. Deu-se, porém, o contrário: foram presos. Na reação à prisão,  sustentada por amplos setores da intelectualidade e do meio artístico,  tem-se um retrato da moralidade do país. A hostilidade nas redes sociais e nos jornais a Joaquim Barbosa deixa claro que, acima da moral, está a ideologia. Ou por outra, sem  ideologia - de esquerda, claro - não há moral.

"Aos amigos, tudo; aos inimigos, os rigores da lei", sustentava Getúlio Vargas.
A solidariedade a José Genoíno, em face de sua  enfermidade, não se estendeu a outro condenado, mais enfermo que ele,  Roberto Jefferson, que padece de um câncer irreversível. Está mais enfermo, mas não é da turma. Não merece compaixão. Criou-se,  no Mensalão, a figura esdrúxula do delito ideológico. O roubo de  esquerda é legítimo; o de direita, não. Tal distorção já vigora há tempos em relação aos direitos humanos: um preso político em Cuba merece o que recebe; num regime militar de direita, não.

Um torturado sob Pinochet mobiliza inúmeras comissões de direitos humanos; um sob Fidel Castro provoca silêncio e compreensão. A Comissão da Verdade investiga crimes de meio século atrás, mas só os cometidos contra a esquerda.

Só eles merecem o rótulo de abomináveis.  Os que ela cometeu - e cometeu diversos, devidamente comprovados - passam como fatalidades. E é esse mesmo pessoal - que conta a História pelo viés ideológico - que acusa o Supremo Tribunal Federal de ter feito julgamento político no Mensalão.

O processo levou sete anos para chegar ao plenário.
Os autos formavam  montanhas de papel, mais de 50 mil páginas. Só a leitura do relatório  consumiu dois dias. Cada acusado teve sua devida defesa - e até embargos infringentes, não previstos na lei, foram aceitos. Não houve qualquer cerceamento ao  devido processo legal. Mais da metade dos ministros, inclusive o relator, foi nomeada na gestão do PT. Se tentativa houve de politizar o julgamento, foi da  parte favorável aos mensaleiros, com manobras protelatórias, que  resultaram inúteis.

Na execução da pena, os sentenciados exibiram de público o seuinjustificado protesto, brandindo punhos cerrados, com críticas ferozes ao Judiciário.
Reclamaram das condições carcerárias, mesmo já  tendo o governador de Brasília, Agnelo Queiroz, providenciado com  antecedência a construção de anexos mais confortáveis para receber os companheiros.

O governador, num gesto inédito - já que é um agente do Estado e os sentenciados delinquiram contra o Estado, deu-se ao desplante de visitá-los na prisão, ao lado de parlamentares, furando a fila de familiares de outros presos, que aguardavam desde a madrugada autorização para ingressar no presídio.

A OAB, ausente durante todo o julgamento, só se manifestou para endossar as críticas dos mensaleiros e reclamar da suposta severidade do presidente do STF.
Presos comuns - como os de Pedrinha, no Maranhão - não causam qualquer consternação, nem à OAB, nem aos grupos de direitos humanos

Não têm grife ideológica.
São vítimas contemporâneas, que vivem em  regime de terror. Podem ter suas aflições interrompidas já, mediante intervenção desses grupos que se proclamam humanitários, mas, à exceção de vozes isoladas e impotentes, não sensibilizam os ativistas dos direitos humanos ideológicos. Não faltam vozes, à esquerda, reclamando do moralismo que condenou os mensaleiros. Mas essas mesmas vozes fizeram carreira política com  discursos moralistas, frequentemente falsos.

O já falecido senador Humberto Lucena foi cassado por imprimir um  calendário na gráfica do Senado.
mO deputado Ibsen Pinheiro foi cassado  graças a um falso extrato bancário, que o mostrava milionário.  O  extrato foi entregue por José Dirceu à redação de uma revista semanal, que o publicou como verdadeiro. Dez anos depois, desfez-se a farsa,  mas já era tarde.

O ex-ministro Eduardo Jorge, do PSDB, foi execrado publicamente como corrupto numa manobra do PT com um procurador da República, Luiz Francisco de Souza, que saiu de cena depois que o partido assumiu a Presidência da República.

O PT hoje prova do veneno que serviu à política brasileira.
Nos 23  anos que precederam sua chegada ao poder, pôs em cena a famosa recomendação de Lenine aos militantes comunistas:
"Acuse-os do que você  faz".

O tiro um dia sairia pela culatra.
Saiu.

F: Ruy Fabiano
jornalista.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

SAUDOSO MONÓCULO EXIBICIONISTA



Qual a imagem que cada um colocaria no monóculo exibicionista de sua existência?

SAUDOSO MONÓCULO EXIBICIONISTA
CRÔNICA

Dutra Assunção
  1. Criança e adolescente na zona rural de Santana do Matos até 16 anos, sou apreciador dos causos e do humor do sertanejo. Nunca esqueci do cascateiro Astrogildo. Vindo das bandas  de São Romão, moreno forte, esperto, sempre se gabando de si mesmo. Passando uma temporada na fazenda Camará, sempre aparecia no hotel da Dona Maura em Residência, montado em um burro mulo alazão, todo arreado com mirabolantes enfeites que ele dizia vindos de Goiás. Namorador, chegava nas casas, ainda montado, ia e vinha entre porta e janelas, demorando a desapear, só o fazendo por insistentes convites. Ele era uma figura e sempre a cortesia de nossa gente prevalecia, fazendo ele descer da montaria. Mais a vontade e logo no inicio de conversa, sempre tirando e colocando o chapeu, gesto que girava sempre a cabeça para mostrar o longo risco que descia da ponta da costeleta até a parte posterior do queixo. Quando notava que alguem observava, antecipava dizendo: -  isso foi uma pegada de boi brabo que fiz quando era capataz de uma fazenda em Pires do Rio no Goiás. Quando era bem recebido, ficava habilidoso, conversa vai, conversa vem, assuntos pra lá de metros. Mais a vontade no papo, fazia questão de mostrar, aparecendo pendurado no cinto aquele Monóculo vermelho como se fosse um chaveiro. Estava a estratégia feita para as mocinhas se aproximarem e ele mostrar com muita calma e carinho as cinco fotos em giro deslizante e sequencial que oferecia o mais moderno apetrecho visual fotográfico da época, aquele maldito monóculo! Eram fotografias tiradas onde Astrogildo sorria ao lado de estátuas de São Francisco, com romeiros e outras no Pão de Açucar e a praia de Copacabana no Rio de Janeiro. Agora concluo que já tinha aguçado um sexto sentido: achava estranhas as fotos. Eram verdadeiras artgraf, montagens da época. Naquelas visitas comecei a verificar certas coincidências, mesmos dias da semana, hora e atenções especiais a Rosinha. Rosinha, morena assanhada pela qual eu já nutria amor e puros sentimentos. Já mocinha, afoita, sagaz e faceira, ela atendia os clientes do hotel como se fosse uma recepcionista. Enciumado, comecei à acompanhar as visitas do indesejável Astrogildo. Numa delas aconteceu um imprevisto. O visitante entrou de casa a dentro após a exibição das fotos e deixaram o tal binóculo em cima da mesa. Tal foi a surpresa na semana seguinte quando Dona Maura reuniu todos que trabalhava com ela no hotel e formalmente comentou o fato de maneira investigativa e perguntando:  - "quem tinha colocado pingos de querosene ou coisa parecida no monóculo do galanteador?". Entre todos reunidos, eu estava ali como se fosse um assessor de sentença. Olhares se cruzaram com expressivas curiosidades e gestos descompromissados. Saindo do recinto, um a um sem nada comentar. Por último ficou Rosinha. Inteligentemente leu nos meus olhos, com um sorriso que já parecia especial, caminhou em minha direção como se fosse dizer alguma coisa e disse rapidamente, baixinho com trejeitos encantadores:  - depois preciso saber se alguém tem outra substância já usando por aí afora. Naquela noite perdi minha virgindade.
VEJA O VÍDEO:
CÂMERA VIAJANTE



CÂMERA VIAJANTE

A crônica "SAUDOSO MONÓCULO EXIBICIONISTA" foi inspirada ao receber um e-mail de minha filha Natália Guimarães com o título de “Câmera Viajante”, um curta de 20 minutos que mostra como é o trabalho de alguns fotógrafos no interior do Brasil. Principalmente explorando o tema religioso, social e político brasileiro. Cidades como Juazeiro do Norte/CE, Santa Cruz, Santana do Matos e Caicó no Rio Grande do Norte, Belém/PA e tantas outras por esse Brasil continental.

É em volta destas estátuas, imagens e fé cultural que o documentário foi registrado. Ele mostra o trabalho de alguns fotógrafos da região, que aproveitam um momento único na vida de muitas pessoas (o contato com a imagem do Padre Cícero) para realizarem seus trabalhos. É interessante ver como a fotografia é valorizada, como uma imagem representa muito para os romeiros. Mais do que uma prova de que realizaram a romaria, é a recordação de um momento importantíssimo na vida deles.

terça-feira, 1 de abril de 2014

EUROPA NORDESTINA

HENRIQUE ALVES RESSALTA IMPORTÂNCIA DO RESGATE DA MEMÓRIA DA RESISTÊNCIA CONTRA DITADURA



Fotos: Rodolfo Stuckert
Brasilia (DF) - O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, afirmou nesta terça-feira (1) que o resgate da memória da resistência contra a ditadura militar é fundamental para que as novas gerações conheçam a história de luta que construiu as atuais instituições democráticas. A afirmação foi feita na sessão solene, realizada pela Câmara, para rememorar os fatos relacionados ao dia 31 de março de 1964.
Em seu pronunciamento, ele reafirmou que, ao acolher o requerimento da deputada Luiza Erundina, que se refere explicitamente à resistência democrática de civis e militares contra o autoritarismo, a presidência da Câmara tomou uma atitude de repúdio a qualquer requerimento que pudesse vincular o Parlamento brasileiro à comemoração do golpe de Estado.

“A Câmara dos Deputados – nunca devemos esquecer – é a instituição brasileira que mais completamente representa o ideal de uma sociedade apta a definir seus rumos com base em debates democráticos entre os representantes de todos os setores sociais relevantes, dentro do marco do Estado de direito. Sendo assim, ela é atingida por qualquer ato que atente contra a democracia e o Estado de direito, e não apenas por aqueles dirigidos diretamente contra o Parlamento e seus membros”, disse Henrique Alves.

Ele lembrou que todos atos institucionais do regime militar, iniciado em 1964, que impuseram restrições “absurdas” ao exercício livre da atividade política e parlamentar. “Os poderes que o novo regime se deu foram largamente usados contra os parlamentares federais. De 1964 a 1977, 173 mandatários eleitos pelo povo foram autoritariamente expurgados da Câmara dos Deputados. E, com eles, não esqueçamos, foram indiretamente expulsos da esfera política os eleitores que neles votaram”, lembrou o presidente da Câmara.

Henrique Alves ainda assinalou, que entre as iniciativas da Câmara para resgatar a memória de luta e reparar violações cometidas no período, foram devolvidos simbolicamente os mandatos desses 173 parlamentares. “Eu mesmo tive a honra e a alegria de receber de volta o mandato de meu pai, extraído autoritariamente desta Casa em 1969”.
Ano da Democracia
Logo após seu pronunciamento, o presidente da Câmara assinou ato da Mesa Diretora da Câmara que proclama 2014 como o Ano da Democracia, da Memória e do Direito à Verdade - uma agenda de eventos políticos, culturais e educativos que se estenderá até o fim do ano.
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