segunda-feira, 25 de abril de 2011

CONGRESSO VOTA MAIS RÁPIDO REGRAS PARA EXECUÇÃO DE OBRAS DA COPA DO MUNDO DE 2014

Regras mais flexíveis para obras da Copa devem ser aprovadas rapidamente, diz ministro Orlando Silva

O ministro do Esporte, Orlando Silva, conta com a rapidez na votação, pelo Congresso Nacional, da flexibilização das regras para a execução de obras voltadas à realização da Copa do Mundo de 2014. Orlando Silva foi um dos palestrantes do primeiro dia do 10º Fórum Empresarial/4º Fórum de Governadores, realizado pelo LIDE - Grupo de Líderes Empresariais, em Comandatuba, na Bahia.

Aos empresários, autoridades e artistas participantes do evento, o ministro traçou um quadro otimista sobre o andamento dos projetos da Copa. Para ele, as regras mais flexíveis permitirão o uso de ferramentas mais ágeis, como o pregão eletrônico, o que deverá beneficiar principalmente a Infraero, empresa responsável pelas obras nos aeroportos das cidades-sede. "A Infraero demora mais tempo para fazer uma licitação do que para executar uma obra", disse Orlando Silva.A Lei de Licitações, de 1993, foi criada antes da internet e não reflete mais a realidade do País, avaliou o ministro. "O pregão eletrônico, que passou a existir depois que a lei entrou em vigor, é um exemplo disso. Trata-se de uma forma fantástica de contratar rapidamente, além de tornar o processo menos burocrático."

O presidente do LIDE, João Doria Jr, defendeu, durante o debate, que contou com a participação do vice-presidente da República, Michel Temer, que o setor privado assuma o setor aeroviário do País. O empresário apontou para o risco de as obras não ficarem prontas a tempo, como apontou o relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na semana passada. Segundo o relatório, pelo menos 9 dos 13 aeroportos em obras não conseguirão cumprir o prazo. São eles: Manaus (AM), Guarulhos (SP), Cuiabá (MT), Campinas (SP), Confins (MG), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Brasília (DF) e Galeão (RJ).

Orlando Silva disse estar tranquilo com relação aos prazos e destacou o compromisso da presidente Dilma Rousseff para viabilizar os aeroportos do País, cuja movimentação vem crescendo, em média, 15% a 20% por ano. Além disso, disse estar confiante no processo de profissionalização da Infraero e nos ajustes que estão sendo realizados na empresa. "Temos que intensificar o trabalho e investir numa expectativa positiva."
A Copa do Mundo no Brasil, de acordo com números apresentados pelo ministro em sua apresentação, vai consumir R$ 23 bilhões em obras de infraestrutura civil, mais R$ 10 bilhões em serviços. Serão injetados R$ 9,4 bilhões na economia brasileira durante a realização do evento. Além disso, serão gerados 332 mil empregos permanentes. O consumo crescerá R$ 5 bilhões e o governo receberá R$ 16 bilhões em tributos.

Outro tema abordado com o ministro foram as obras nos estádios. Durante sua apresentação, Orlando disse esperar uma definição da Prefeitura de São Paulo nos próximos dias sobre o início das obras do estádio da cidade. As obras serão de responsabilidade do Corinthians.

Além de São Paulo, a cidade de Natal (RN) também não deu início à construção do estádio, afirmou Orlando Silva. "A situação dos estádios é uma questão conhecida e bem equacionada", afirmou. No que se refere aos projetos de mobilidade urbana, Orlando Silva lembrou que serão investidos, no total, R$ 13 bilhões em 54 projetos. Desse total, 70% vão iniciar suas obras ainda este ano. 
 F: AssImp 10º Fórum
Empresarial de Comandatuba

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